Foto: Rodrigo Fonseca/CMC
É uma conquista merecida das conselheiras e conselheiros tutelares de Curitiba, que a partir de junho passarão a receber o auxílio-alimentação de R$ 850 no contracheque. O projeto da Prefeitura foi aprovado em segundo turno na Câmara Municipal nesta quarta-feira (13/05), fruto da intensa mobilização da categoria, que há anos cobra não apenas este direito, mas também a ampliação do número de conselheiros e a construção de novas unidades no município, diante do aumento da demanda por atendimento a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
A conquista representa um avanço importante. Mas, se o direito é justo para os conselheiros tutelares, ele também deve ser garantido a todas as categorias do funcionalismo municipal. Garantir alimentação digna também é valorizar quem sustenta os serviços públicos da cidade diariamente.
Hoje, menos de 10% dos servidores da Prefeitura de Curitiba recebem auxílio-alimentação. O benefício atual é de R$ 34,65 por dia útil e está limitado aos trabalhadores que recebem até R$ 3.645,96.
Durante a campanha eleitoral, o prefeito Eduardo Pimentel comprometeu-se com a universalização do auxílio-alimentação para todos os servidores municipais. Depois de mais de um ano sem efetivação da promessa, em meio à greve geral realizada no dia 8 de abril, a gestão assumiu o compromisso de retomar o benefício para quem o perdeu em razão da isenção do Imposto de Renda, gratificações e outras correções salariais, além de prometer a ampliação para todo o funcionalismo até 2027.
O SISMUC já cobrou da Secretaria Municipal de Gestão Pública (SMGP) os estudos de impacto financeiro que justificariam a espera até 2027. Até o momento, a pasta não apresentou os números e limitou-se a afirmar que seria “impossível colocar mais este peso no orçamento de 2026”.
A vitória das conselheiras e conselheiros tutelares demonstra que a mobilização coletiva gera resultados. Agora, a luta segue para que nenhum servidor ou servidora da Prefeitura de Curitiba fique de fora de um direito que deveria ser garantido a todo o funcionalismo.







