🌈O Coletivo LGBTI+ do SISMUC se reuniu para discutir a importância de manter-se unido e organizado neste período em que vivemos, uma vez que há a possibilidade da extrema-direira sair vencedora. “Ainda temos muito o que avançar no que diz respeito às políticas públicas para a população LGBTI+, mas, o pouco que conquistamos nos últimos anos pode ser perdido, caso haja um avanço do candidato da extrema-direita”, afirma Willian Wolf, dirigente do SISMUC. No governo de Jair Bolsonaro (PL), por exemplo, houve o enfraquecimento de conselhos e espaços de controle social que lutam pelos direitos humanos. “Ele extinguiu o Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais”, lembrou o diretor.
O grupo também conversou a respeito do Dia da Visibilidade Intersexo, celebrada na próxima segunda-feira, dia 26 de outubro. A pessoa intersexo é aquela que nasce com alguma variação física, genética ou hormonal nas características atribuidas ao sexo feminino ou masculino, como genitálias ou cromossomos. É fundamental que a Prefeitura ofereça programas de saúde voltados à inclusão e acesso de qualidade para as pessoas intersexo.
No coletivo, foram destacados os nomes de Carolina Iara — a primeira pessoa intersexo a exercer um cargo de covereadora no Brasil, em um mandato coletivo, e de Céu Ramos de Albuquerque, fotógrafa e primeira pessoa do país a ter o reconhecimento intersexo em sua certidão de nascimento. Em uma entrevista ao Diário de Pernambuco, Céu manifesta que este reconhecimento é fruto de muita luta e que é fundamental que as políticas passem a ser construídas para crianças, considerando que elas também são detentoras de direitos.
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9 horas ago