Queremos aproveitar o finalzinho deste ano para fazer um momento de reflexão e avaliação do que foi realizado na saúde pública de Curitiba.
Em 2011, nós, servidores da saúde, prestamos serviços de excelência em nossos locais de trabalho para a população de Curitiba. Serviço reconhecido por inúmeros prêmios entregues à prefeitura, superando algumas inadequadas condições de trabalho , salário e equipamentos para a realização do nosso trabalho.
Contraditoriamente ao nosso esforço, não somos reconhecidos pelo próprio prefeito que recebe os prêmios em nosso nome quando ele contempla 88% dos servidores da saúde com redução da jornada para 30 horas e discrimina 12%. É como se ele, que é médico, escolhesse se atende um paciente após ter atendido outros tantos. É a exclusão que aprovou com a lei.
Por isso estamos em greve desde o dia cinco de dezembro, apenas para sermos incluso em uma lei que Luciano Ducci aprovou no começo de dezembro. Os “excluídos” apenas pedem a antecipação de mesa de negociação com a administração pública, pois tememos que em dois de fevereiro não haja tempo para debater um projeto por causa do calendário eleitoral. Medo que pode se confirmar após duas falsas sinalizações de negociação por parte da administração em 16 e 23 de dezembro. Até agora, permanecemos sem sequer uma resposta ou fomos recebidos pelos secretários de Ducci.
Postura que nos faz refletir neste momento: Por que é tão difícil dialogar com a prefeitura de Curitiba? Se são os servidores que contribuem na construção da cidade, por que tentam nos dividir e nos negam o respeito? Lutar por igualdade na secretaria de saúde ofende ou é considerado absurdo na PMC? Por que, para os trabalhadores, a luta sempre é árdua e incompreensível para administração pública enquanto interesses de políticos como aumento de salário em 28% dos vereadores é aprovado pelo prefeito Ducci, contrariando a opinião pública? O que a maioria dos vereadores teve que fazer para conquistar seu aumento: inocentar Derosso e promover discriminação em uma mesma secretaria? Em algum momento os políticos tiveram que ficar acampados em frente à prefeitura, sacrificar suas festas e famílias para sensibilizar o prefeito?
Essas são as perguntas que queremos compartilhar com vocês, curitibanos. Para 2012 desejamos que a publicidade sem fim e fundos seja substituída por investimento em saúde, segurança e educação. Queremos que os apertos de mãos em período eleitoral não deem lugar depois a indiferença de agora. Acima de tudo, queremos que os políticos se lembrem ou aprendam que eles têm o dever de representar a população, seus trabalhadores com valorização, respeito e dignidade.







