Soluções estruturais nos equipamentos da saúde somente em longo prazo

Servidores da saúde se reuniram com o superintende de gestão em saúde Nilton Pereira Júnior. A reunião busca por soluções para os problemas enfrentados em Centros Municipais de Urgência Médica (CMUM) e Unidades de Pronto Atendimento (UPA). O regime de escalas, a organização dos equipamentos e as condições de trabalho estão entre os principais entraves da saúde. No entanto, por hora, a Prefeitura prioriza pequenas reformas nas sete UPA’s. A Unidade do Pinheirinho, que teve um paciente morto no mês de julho, é uma delas.

A promessa da gestão é iniciar neste ano a UPA do Tatuquara. A obra leva 15 meses para ficar pronta. Somente após isso a UPA do Pinheirinho seria reconstruída. O superintendente Nilton Pereira Júnior admite que a Unidade do Pinheirinho, apesar de ter sido tornada pronto atendimento, não tem estrutura para esse atendimento. “Há uma proposta de revitalização de sete Unidades de Pronto Atendimento que já foi apresentada ao Ministério da Saúde para reformas básicas de estrutura como piso, teto e paredes. O valor dessa reforma é de 300 mil por UPA e uma nova UPA no Pinheirinho no local da atual”, informou.  Um edital para reforma maior no Pinheirinho está sendo preparado.  O atendimento não será interrompido


Outra alternativa para desafogar os atendimentos é ter unidades básicas com funcionando até as 22 horas. Além da US Concórdia, a Monteiro lobato e Rio Bonito também funcionar com horário estendido.


O Sismuc questiona se a extensão de horário nas Unidades não vai empacar na falta de médicos. O superintende disse que pelo menos uma equipe mínima será mantida: “Não tem médico suficiente. Nós estamos oferecendo hora extra para alguns profissionais”, relata superintendente.


Estrutura X condições de trabalho
Para os servidores, mais do que se preocupar com a estrutura oferecida, a gestão deve priorizar as condições de trabalho “Os cmum’s viraram ‘macro depósitos’ de gente. É desumano pra quem trabalha ver o acúmulo de pessoas que não são encaminhadas para hospitais. Nós queremos que a gestão vá a noite verificar essa situação”, aponta servidora. 


Segundo os servidores, o Hospital do Idoso não está acolhendo os pacientes dos centros e das unidades. Isso ocorre com outros hospitais.  “A gente não consegue transferir paciente. Nós temos tido alta celestial. Ou seja, após dois ou três dias, o paciente melhora sozinho, mas não foi encaminhado”, aponta uma enfermeira.


Nova reunião
As escalas de trabalho e a alimentação para servidores de jornada de 12 horas será tema de uma nova reunião até o final de agosto. Uma mesa permanente também deve ser formada.