SISMUC se reúne com Secretaria de Saúde para tratar de políticas pelo fim da violência e assédio contra servidores da categoria

Na manhã de ontem (19), o SISMUC e trabalhadoras da saúde municipal estiveram em reunião com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para conversar a respeito das graves situações de violência que vem atingindo as servidoras e os servidores públicos. Pontuamos as ocorrências recentes de agressões físicas contra servidoras por parte de usuários do serviço, bem como a falta de preparo das chefias. “Porque quando acontece uma violência, muitos gestores não sabem o fluxo sobre o que fazer”, afirmou Kéfera Monte Serrat, auxiliar de saúde bucal e dirigente do SISMUC.

Assim como na mesa de negociação da pauta específica da saúde, permanecemos na cobrança de avisos físicos nas unidades de saúde e de pronto atendimento de que a agressão física ou verbal contra servidores configura crime. A SMS respondeu que está organizando uma campanha de mobilização junto à Secretaria de Comunicação, pois entende que os casos de violência extrapolaram e é necessário que haja uma mudança cultural na forma como a comunidade respeita o servidor público. Além disso, a Secretaria afirmou que irá ampliar para as unidades de atenção básica e especializada o botão do pânico, dispositivo já disponível nas UPAs para acionar a Guarda Municipal. 

Seguimos reivindicando o retorno das comissões locais de saúde nas UPAS, reuniões que aconteciam entre as chefias, os servidores e a comunidade atendida para que haja articulação e fortalecimento do controle social. De acordo com a gestão municipal, já estão sendo organizados estudos para que as reuniões voltem a ocorrer como anteriormente, porém sem prejudicar o serviço prestado. Além disso, cobramos que as reuniões entre equipes e chefias voltem a funcionar, com o objetivo de debater os processos internos de trabalho. A SMS também se comprometeu a verificar esse ponto.

Violência institucional

Quanto às situações de assédio moral, o SISMUC alertou à Secretaria de Saúde que, em algumas situações, é preciso haver um melhor preparo e comunicação por parte das chefias, visto que muitas situações estão diretamente ligadas à forma como a gestão se porta com a equipe. O Sindicato pontuou que muitas vezes as chefias se utilizam de aplicativos de mensagens para repassar informações, sem que haja um fluxo de ação objetivo e dando margem à interpretações impositivas. Em resposta, a SMS informou que as autoridades sanitárias estão passando pelo Programa de Líderes (PDL), com o propósito de melhorar o manejo das relações com os servidores.

O SISMUC destacou que a precariedade nas condições de trabalho, a ampliação das terceirizações, a falta de equipamentos e de défict no quadro de pessoal impactam diretamente no aumento da violência. Quando o usuário não encontra a estrutura adequada ou há demora no atendimentom a frustração recai sobre os servidores da linha de frente, como técnicos de enfermagem e enfermagem.

O Sindicato continuará acompanhando a implementação das medidas que a SMS se comprometeu a realizar. Precisamos dar um basta na cultura que gera violência para quem se dedica diariamente na oferta e execução das políticas públicas de saúde da nossa cidade.

Participe das aulas de dança do SISMUC!

Aulas dança afro no SISMUC! Todos os sábados, o Coletivo Iyagunã promove um espaço de movimento, cultura, ancestralidade e troca. Uma oportunidade para se conectar com a dança afro e fortalecer essa vivência coletiva. 📅 Todos os sábados 🕙 10h

Leia mais »