Os trabalhadores da Fundação de Ação Social (FAS) realizaram ato neste fim de semana (02) na Boca Maldita. Eles reivindicam isonomia na gratificação de 30% pelo trabalho de proteção social. A igualdade na remuneração foi quebrada com a lei 13.776/2011, que concedeu a gratificação para apenas os trabalhadores dos abrigos. Na ação, os servidores entregaram à população carta intitulada “Como cuidamos da população curitibana”, além de colherem assinaturas a favor da extensão do benefício que serão entregues aos vereadores, ao prefeito Luciano Ducci e a sua esposa, Mary Ducci, presidente da Fundação.
No panfleto, os trabalhadores destacam que eles também desenvolvem atividades para pessoas em situação de rua, serviço de atendimento emergencial, para vítimas de violência em domicilio e para população migrante com o objetivo proporcionar a reinserção familiar e comunitária desta população. Por isso, segundo Raquel dos Santos, psicóloga do Creas/Cristo Rei, a gratificação deve ser estendida a todos. “Conversamos com a população sobre o direito à inclusão porque realizamos atendimento de proteção social até em situações mais complexas do que aqueles que foram gratificados”, reforça Raquel.
O servidor da FAS pode perder essa remuneração a qualquer momento. Basta ele ser remanejado do abrigo (única atividade incluída na porcentagem) para outro serviço na Fundação e a gratificação será retirada. Por isso da importância de ampliar a lei, segundo Eduardo Recker, diretor do Sismuc: “Queremos a extensão dessa gratificação. Este ato pertence à primeira fase, em que explicamos à população o papel da Fundação. No segundo momento, os trabalhadores vão conversar com cada vereador, entregar cópias do abaixo-assinado, além de documento em que argumentam porque a gratificação deve ser mais abrangente para, mais uma vez tenta unificar o segmento que foi divido pelo prefeito Luciano Ducci”, esclarece Eduardo.
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