A reunião de negociação da pauta específica da educação terminou agora a pouco com poucos pontos debatidos dos 17 reivindicados. Destaques para o aumento do piso dos trabalhadores da educação e a segurança nas escolas e cmei’s. A reunião ocorreu no edifício Delta, entre representantes da Prefeitura e dos servidores.
No que diz respeito ao piso, os trabalhadores cobraram a readequação dos educadores ao cargo de professores. Da mesma forma, defendeu-se que os demais trabalhadores da educação sejam reconhecidos como tal, o que garantiria o direito de ganhar um salário de no mínimo R$ 1.451, conforme prevê a Lei Nacional do Piso da Educação.
A readequação dos cargos e o aumento dos salários só deverão voltar a serem debatidos em janeiro de 2013, de acordo com a administração. Os gestores afirmaram que qualquer medida neste sentido significa uma mudança na legislação, o que está impedido pela lei eleitoral, que não permite mudanças salariais de servidores nos 6 meses antes da eleição.
A falta de segurança, uma das principais preocupações dos servidores, deve continuar sem resolução. De acordo com Odgar Cardoso, diretor da guarda, houve uma redução de aproximadamente 100 guardas em Curitiba. Segundo ele, não é possível manter um guarda em cada cmei. Apenas um trabalho de patrulhamento que é realizado com duas motos e um carro por regional. Nas escolas, a Prefeitura tem mantido o serviço, porém, ainda faltam 27 guardas que serão deslocados para estas unidades, em breve.
O Sismuc defende que este trabalho volte a ser realizado. A secretária de comunicação do sindicato, Alessandra Oliveira, lembrou que a Secretaria de Educação destina verbas para a Secretaria de Defesa Social para a segurança dos estabelecimentos municipais de ensino.
As demais questões como redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais foram negadas. Os diretores do Sismuc lamentaram a posição da administração municipal tendo em vista que o trabalho na área tem gerado uma série de licenças médicas decorrentes do estresse da profissão.
Outros 13 pontos da pauta de reivindicações não foram debatidos por falta de tempo. Uma próxima reunião será agendada a partir da terceira semana de maio.







