A partir desta semana jornada de 30 horas começou a funcionar no serviço público municipal de Curitiba para enfermagem, técnicos em saúde Bucal (TSB) e auxiliares de consultório dentário (ASB). A lei foi aprovada no ano passado, após mais de 20 anos de mobilizações e da pressão das categorias.
A jornada reduzida está sendo aplicada nos cmum’s, Estratégia Saúde da Família (ESF) e unidades básicas. A medida tem sido vista como resultado da pressão dos trabalhadores por melhores condições de trabalho. “Finalmente, depois da 11ª conferência municipal de saúde, a luta dos trabalhadores é reconhecida. E queremos que seja para todos”, comemora Irene Rodrigues, diretora do Sismuc.
Os trabalhadores relatam que a implementação da jornada nas unidades de saúde e cmum’s tem sido normal. “No Bacacheri tudo certinho”, avalia a servidora Débora Kuligowski. “Medianeira , ótimo! Maravilhoso”, comemora a servidora Simone Mazzarotto.
Embora a maioria dos relatos seja positivo, algumas dúvidas e problemas precisam ser solucionados. Na U.S. Bairro Alto, por exemplo, a jornada excluiu o sábado. “No Bairro Alto vão ter que continuar trabalhando sábado, sem vantagem nenhuma”, observa o cirurgião-dentista Gustavo Lacerda.
Polêmica
O pagamento do Regime Integral de Trabalho (RIT) é outro ponto de polêmica. “Nós do ESF estamos trabalhando 40 horas. Eu gostaria de fazer somente 30 horas”, defende a servidora Alzira Derenievicki. A secretária de assuntos jurídicos do Sismuc Irene Rodrigues explica que o RIT deve ser pago em 33% mais a alteração do risco de vida proporcional. Ela também alerta como deve ser o pagamento para as 40 horas nos centros municipais de urgência e emergência: “Nós entendemos que hora extra trabalhada deve ser paga”. O servidor que tiver dúvida ou problemas com a jornada deve entrar em contato com o sindicato.







