Os inspetores (auxiliares de serviços escolares) e agentes administrativos de escolas e centros de educação integral da Prefeitura de Curitiba aprovaram a pauta específica de reivindicações. A deliberação ocorreu ontem (7) em assembleia realizada no Sismuc, que contou com a presença de trabalhadores de vários locais.
A reivindicação principal é o aumento dos pisos salariais. Hoje os inspetores partem de R$ 711,63 e os agentes administrativos de R$ 839,92, no início da carreira. Seguindo o que havia sido aprovado na assembleia geral do ano passado, o segmento defende o mínimo de R$ 1,5 mil e R$ 2,5 mil, respectivamente.
“São funcionários que não têm a mesma visibilidade que os professores e acabam sendo desvalorizados. Eles têm um dos pisos mais baixos da Prefeitura e o salário está defasado em relação a outras cidades”, aponta João Guilherme Bernardes, coordenador de juventude do Sismuc.
De acordo com dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Social (Dieese), os ganhos dos inspetores estão abaixo de várias capitas e até mesmo em relação a outras cidades paranaenses (ver tabela). Em Porto Alegre, por exemplo, o salário médio de um servidor equivalente ao inspetor é de R$ 2.147,67. Já Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, garante um valor médio de R$ 2.275,49 para os profissionais do município que atuam com atividades parecidas com a dos inspetores em Curitiba.
Além do aumento dos pisos, destaca-se também na pauta aprovada a implantação do Profuncionário (Programa de Formação Inicial em Serviço dos Profissionais da Educação Básica dos Sistemas de Ensino Público). Desde 2008, quando o programa foi lançado pelo Governo Federal, não houve iniciativa da Prefeitura em aplicar os cursos em Curitiba. Segundo Bernardes, um dos argumentos utilizados pela administração para não promover o programa seria a dificuldade para liberar os servidores no horário de trabalho. Sobre este assunto um seminário está sendo preparado para o dia 1º de dezembro. Mais detalhes em breve.
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Outras questões relacionadas aos locais de trabalho como melhorias nas instalações, redimensionamento da quantidade de alunos por inspetor, entre outras medidas, também fazem parte da pauta. Boa parte dos itens já vinha sendo debatido e fez parte da campanha “Quem educa merece”, lançada em 2010. Os presentes elegeram ainda a comissão que ficará responsável por participar das negociações.
Na opinião de Bernardes, o resultado da assembleia foi ótimo. “Houve representatividade da categoria de várias regionais, as pessoas debateram a pauta, trouxeram reivindicações dos locais de trabalho e mostraram que discutiram isto entre si. O pessoal demonstrou disposição para cobrar e para o diálogo”.







