Você sabe a diferença entre saúde ocupacional e saúde do trabalhador?

Os representantes por local de trabalho estiveram reunidos hoje (26), no Sismuc, para a reunião mensal do conselho. O tema principal foi “A saúde como terreno de organização e luta dos trabalhadores”, apresentado pelo veterinário da Prefeitura Marcos Alves Pereira. Referindo-se à saúde do trabalhador nos ambientes da administração municipal, ele destaca que “essa pauta deve ter como os primeiros grandes interessados os trabalhadores. Não se pode esperar que a Prefeitura tome a iniciativa”. O problema, segundo ele, é que a chamada “saúde ocupacional”, promovida pela gestão municipal, é realizada com a lógica de empresa privada.

Em contraposição, Pereira defende o reforço ao conceito de “saúde do trabalhador”, elaborado historicamente a partir da iniciativa dos próprios trabalhadores e suas formas de organização. Uma prática que caracteriza o olhar mais humano para o tema, inclui as análises que partem da experiência coletiva e com resultados validados consensualmente. 

A auxiliar de enfermagem Ivete Alves Farias, que participou do encontro, frisou a importância de debates com esta temática. “A saúde ocupacional é muito vaga. Falta qualidade no atendimento e é preciso que a experiência do trabalhador seja mais valorizada”, diz.


Relatos de outros servidores, incentivados a contar suas experiências nos locais de trabalho, também fizeram parte da reunião de hoje. A iniciativa vem sendo considerado pelo Sismuc como passo inicial para a construção da pauta de reivindicações dos servidores municipais, organização da categoria e como mecanismo de qualificação dos debates que serão travados com os gestores.


Além da atividade de formação, os representantes também foram informados sobre algumas atividades realizadas pelo Sismuc nas últimas semanas. A próxima reunião ocorre no dia 24 de julho, em dois horários; às 9 e 14 horas, no Sismuc.