Em assembleia, trabalhadores decidiram pelo indicativo de greve hoje. Na sexta, greve pode ser deflagrada com início no dia 26.
Os servidores da Secretaria de Finanças e núcleos financeiros devem decidir se paralisam suas atividades nesta sexta-feira (22). A greve pode ocorrer em virtude da Prefeitura não encaminhar à Câmara Municipal projeto de lei que faça a incorporação de seus salários, como ocorreu com os auditores fiscais no ano passado. Com a possibilidade de greve a partir do dia 26, todos os pagamentos do município serão suspensos.
Os trabalhadores das finanças estão tentando incorporação salarial há mais de um ano. No entanto, a Secretaria de Recursos Humanos não avança no encaminhamento do projeto. “Esses servidores têm que recorrer à greve porque a Prefeitura tem sido intransigente em mandar o projeto. Os próprios servidores fizeram estudo do impacto financeiro e o remanejamento de recursos não traria impacto a gestão Ducci. Basta apenas vontade política”, cobra a presidente do Sismuc Marcela Bomfim.
Com a greve, os pagamentos da Prefeitura feitos aos servidores municipais e aos fornecedores ficam comprometidos. O planejamento orçamentário também deixará de ser feito, impactando nas análises e pagamentos do Plano PluriAnual (PPA), da Lei de Diretrizes Orçamentária (LOA) e da Lei Orçamentária Anual (LOA). “O controle do orçamento deixará de ser feito, paralisando o pagamento de obras como asfalto, construção e alimentação de creches, fornecimento de materiais na saúde. Pode ser criado um efeito dominó”, revela servidor que pediu anonimato.
Além da população, dos servidores públicos que podem não receber no fim do mês, os empresários e empreiteiros também podem sofrer o impacto da greve. “A Prefeitura pode parar financeiramente. Isso pode ser evitado. Basta Luciano Ducci encaminhar a lei e devolver a isonomia nesta secretaria”, alerta Marcela Bomfim.







