O teste seletivo da Fundação de Saúde de Curitiba (Feaes) para contratação de médicos, prorrogado para o dia 15 de junho, expõe contradições para a Prefeitura Municipal. Os valores pagos aos futuros terceirizados é 50% maior do que é pago aos médicos concursados. De acordo com o edital da Fundação, para as 290 vagas de médicos generalistas e pediatras será pago R$ 45, no mínimo, por hora de trabalho, mais o descanso semanal remunerado. Já o médico concursado da Prefeitura, em início de carreira, ganha de salário-base o equivalente a R$ 22,48 a hora.
A discrepância de valores pagos aos profissionais revela um erro estratégico da administração. Um dos argumentos da Prefeitura para defender a terceirização dos profissionais dos centros de urgência e emergência médica e do Samu era de que havia escassez de profissionais no mercado de trabalho. O salário mais alto seria um importante incentivo para atrai-los e a facilidade de contratação estaria entre os principais argumentos em defesa da terceirização. Apesar disso, a Fundação foi obrigada a chamar um novo teste seletivo e prorrogar as inscrições para preenchimento de vagas em menos de cinco meses. No final das contas, o processo tem se revelado mais moroso do que se a Prefeitura tivesse realizado o concurso público.







