Nesta semana, o Fórum Popular contra a Venda da Copel deverá ser reativado por entidades sindicais e movimentos sociais. A reunião para discutir os rumos da reativação está agendada para amanhã (3), na sede do Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (Senge-PR), às 17 horas.
O movimento teve papel fundamental na luta contra a privatização da Copel, proposta pelo então governador Jaime Lerner, no ano de 2001.
O desafio atual é o enfrentamento ao governo de Beto Richa, que apresentou o Projeto de Lei Complementar n.º 361/2011, que propõe a ampliação da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná, com direcionamento para as atividades da Copel e da Sanepar.
A agência passará a regular os serviços de saneamento básico (Sanepar) e de energia (Copel).
Participam do Fórum
Senge-PR
Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Energia Elétrica de Maringá e Região Noroeste do Paraná (STEEM)
Sindicato dos Eletricitários de Londrina e Região (Sindel)
Central única dos Trabalhadores (CUT-PR)
União Paranaense dos Estudantes (UPE)
Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc)
Luz: reajuste – de quem é a culpa?
Em junho deste ano a população sentiu um reajuste na conta da luz. Diante das reclamações, a Copel informou que o aumento devia-se a uma mudança na forma de cobrança.
O governador Beto Richa, no dia 17 de junho, foi a público e disse “que não permitiria tarifas abusivas”. Ou seja, não descartou a possibilidade de aumento na conta.
No mesmo mês, a Copel fez pedido de aumento de 3,16%, que na semana seguinte foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que regulamenta o setor.
Ao invés do interesse público, o lucro
Em 2010, segundo números publicados, a Copel registrou lucro de R$ 316,223 milhões no terceiro trimestre, marcando incremento de 11,2% sobre os ganhos apurados no mesmo período de 2009 (R$ 284,369 milhões). Mas, não é o suficiente. E a justificativa vem camuflada em termos como manutenção de serviços e novos investimentos, que obviamente são revertidas à população em forma de reajuste.
Texto: Imprensa Sismuc





