Acordo entre lideranças do governo na Assembleia adiaram as reuniões para analisar o projeto da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná (Agepar). A proposta via projeto pelo governo de Beto Richa abrange serviços rodoviários, ferroviários, energia (Copel), saneamento (Sanepar), transporte coletivo, inspeção de segurança veicular e exploração da faixa de domínio da malha viária.
Deputados estaduais de oposição acreditam que a agência abre brecha para privatizações e terceirização de serviços públicos. E, justamente nesse sentido, na luta contra a entrega da Copel e Sanepar ao setor privado, retoma-se o Fórum Popular contra a Venda da Copel.
O objetivo é deixar a Copel fora dessa agência. Pelo projeto do governo, a Agepar, fiscalizará e ainda receberá como “taxa de regulação” 0,5% da receita operacional bruta de cada empresa.
Privatização
A criação de agências é uma das estratégias de governos neoliberais, como o de Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso. Boa parte das agências atuou para justificar a necessidade da venda do patrimônio público.
Fórum
O Fórum Popular contra a Venda da Copel será reativado por entidades sindicais e movimentos sociais. A reunião para discutir os rumos da reativação está agendada para hoje, na sede do Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (Senge-PR), às 17 horas.
A proposta é continuar a luta pela não privatização da Copel. O movimento teve papel fundamental e começou em 2001 diante da proposta do então governador Jaime Lerner de privatizar a empresa.
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