Pelo 2º mandato consecutivo, SISMUC garante uma vaga no Conselho Municipal de Mulheres

Na última quinta-feira (5), o Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres (CMDM) passou pela recomposição de suas integrantes, por meio do processo eleitoral que elegeu as conselheiras do biênio 2026-2028. 

O SISMUC foi eleito e renovou sua cadeira no Conselho, sendo representado por Niuceia Oliveira (titular) e Edicleia Farias (suplente), e nos sentimos honrados em continuar fazendo parte do Conselho. O serviço público de Curitiba é composto majoritariamente por mulheres, por isso, a luta pela dignidade de gênero é cara para o Sindicato. 

“É pelas mulheres, servidoras públicas que estamos aqui. O SISMUC tem um compromisso pela busca de dignidade e direitos para todas as mulheres dessa cidade, e o nosso compromisso vem de longe. Vem desde quando o nosso sindicato foi fundado pela Madalena (primeira presidenta do Sindicato) e seguimos adiante com ele”, afirma Niuceia.

Além do SISMUC, foram eleitos 10 representantes de entidades e movimentos sociais, sendo eles: Associação sem fronteiras; APP-Sindicato; Elos Invisíveis; Grupo Dignidade; Liga Brasileira de Lésbicas; Marcha Mundial das Mulheres; Rede Feminista de Saúde/PR; Rede de Mulheres Negras; União Brasileiras de Mulheres; Vote Nelas.

Marli Teixeira, Secretaria da Mulher e Igualdade Étnico-Racial, presente no evento, relembrou as conferências de mulheres descentralizadas que aconteceram no ano passado e agradeceu as servidoras públicas e a sociedade civil organizada. “A minha caminhada está indo com erros e acertos e, muito dos meus acertos eu devo à sociedade civil. O Conselho agora tem um fundo, tem recursos, temos muito trabalho a fazer”, afirmou. 

Redução na representatividade

Há 13 anos as feministas lutaram para a implantação do CMDM em Curitiba e, com uma conquista histórica, foi aprovada 22 cadeiras para a sociedade civil, em que os movimentos sociais puderam se organizar e fazer valer a construção de um conselho consultivo e deliberativo, com alternância entre as representantes governamentais e da sociedade civil, respeitando o processo democrático de direito. Ou seja, até o final do ano passado, a composição do Conselho era formada 60% por integrantes da sociedade civil e 40% pelo poder público.

Porém, lamentavelmente a Câmara Municipal de Curitiba aprovou o projeto que altera a estrutura do Conselho para 50% – 50%. Para o SISMUC, essa mudança foi um retrocesso no que diz respeito ao controle social e a ampliação da voz da sociedade civil organizada, uma vez que são nesses espaços que se discutem, formulam e fiscalizam políticas que impactam diretamente as mulheres.

O SISMUC seguirá fazendo a resistência e o enfrentamento necessário para avançar nos direitos das mulheres e para as mulheres, principalmente as mulheres servidoras que constroem o serviço público e também são usuárias das políticas públicas.