Esse projeto muda a forma como a escola funciona e levanta muitas preocupações para quem vive a educação pública todos os dias. Para os servidores, significa interferência direta no trabalho pedagógico, menos espaço para professores, pedagogos e também para os trabalhadores do administrativo que fazem a escola acontecer no dia a dia. Na prática, pode significar mais desvalorização da categoria e a redução ainda maior dos trabalhadores públicos nas unidades.
Também existe uma preocupação muito grande com as crianças. Militares não têm formação em educação e não são preparados para lidar com a realidade das escolas, muito menos com a educação pública. A escola precisa ser um espaço de acolhimento, aprendizagem e desenvolvimento. Colocar crianças pequenas sob uma lógica militar não resolve os problemas da educação e pode até colocá-las em situações de maior vulnerabilidade.
A educação das nossas crianças merece ser defendida. Diga não à militarização das escolas.


