A reunião teve como objetivo
debater os itens da pauta geral sobre o Instituto de Previdência dos Servidores
do Município de Curitiba (IPMC) e Instituto Curitiba de Saúde (ICS).
O Sismuc apontou a necessidade de
um seminário sobre o tema da Previdência, que fosse organizado de forma
conjunta entre sindicato e administração, para que o espaço tenha também a
metodologia e visão dos trabalhadores, com direito a ponto e contraponto,
informa Irene Rodrigues, coordenadora do Sismuc. A gestão ficou de analisar a
proposta.
Mais uma vez, o sindicato cobra a
administração do IPMC sobre quais medidas foram tomadas pelo presidente do
instituto no sentido de cobrar a dívida da gestão Fruet com a Previdência. A
entidade sindical quer cópia em relação às cobranças de dívidas da Prefeitura,
referente às cobranças feitas pelo IPMC.
Gestão democrática no IPMC também é cobrada
A cobrança da entidade sindical
também se dá para que trabalhadores sejam eleitos para espaços de direção nos
institutos. “O sindicato reivindica eleição direta para a presidência do IPMC,
bem como espaços paritários de administração e fiscal”, explica Irene. A
Prefeitura rechaçou este item em mesa de negociação.
Pauta: valor nunca inferior a 90% na aposentadoria por invalidez
O IPMC afirma que este item não
será atendido e os cálculos continuarão sendo feitos com base na atual
legislação. Para o Sismuc, é possível a mudança da legislação municipal, uma
vez já há um debate nacional e outros institutos já adotaram essa medida.
“Vamos avançar na luta aqui e
nacionalmente para que, quando a pessoa precise da Previdência, este acesso não
seja tão difícil”, afirma Irene Rodrigues.
Ao longo da mesa, o Sismuc
solicitou que os debates, sobretudo referentes à Saúde do Trabalhador e aposentadoria
especial, de servidores que trabalham em condições insalubres e perigosas,
tenham uma reunião técnica sobre o tema.
Instituto Curitiba de Saúde
A gestão acumulou dívida no caso
do IPMC, mesmo sendo inicialmente superavitário. No caso do ICS a gestão justifica
que assumiu com dívida e que, ao longo do tempo, a dívida foi arrolada. No
momento, apresenta dificuldades de recursos para cumprimento de suas obrigações
legais.
Para o Sismuc, a resposta não é
suficiente, uma vez que, no último período com os planos de carreira da
educação e da guarda, somados às incorporações, houve um aumento significativo
de contribuição dos trabalhadores.
O sindicato quer ainda rediscutir
a gestão e os benefícios. De acordo com a gestão, a comissão paritária seria o
espaço para isso. O Sismuc, porém, defende que este espaço está muito aquém do
necessário e pouco efetivo.
“No próximo dia 10 – dia de ato nacional e em
Curitiba – estaremos colocando isso na pauta e defendendo o nosso Instituto”,
afirma Irene Rodrigues, da coordenação do Sismuc.
Irene exige um extrato em relação
à dívida da Lei 8786, qual é anterior a 2012 e qual é a dívida desde então. A
dívida, de acordo com a gestão, vem sendo quitada.
Houve divergência também em
relação à contratação direta de servidores públicos,
reivindicada pelo sindicato. Ao passo que a gestão justifica que há convênios
com a Santa Casa de Misericórdia (PUC).
Descontos dos dias de greve
O Sismuc aproveitou o encontro para solicitar a retirada dos dias descontados de greve. De acordo com a administração, este item será respondido diretamente à entidade.







