Sismuc lamenta falecimento de servidora

Lucicleide Gouveia era professora de educação infantil na
turma M1 do cmei Bairro Novo há cinco meses. Ela faleceu na noite da
terça-feira (31), em frente à escola do filho pequeno que iria buscar, deixando
o marido e dois filhos dependentes.

“Ela era uma pessoa meiga, alegre, companheira, sempre
disposta a ajudar. Muito gentil, mesmo”, lembra Cathia Almeida, coordenadora do
Sismuc e ex-colega de cmei de Luci, como a chamava carinhosamente.

O sindicato reconhece positivamente a atitude da Regional
Bairro Novo, que concordou em não abrir o cmei no dia seguinte. Em
solidariedade à trabalhadora, que foi assassinada a tiros, as servidoras, as
mães e pais do cmei Bairro Novo fecharam o equipamento ontem (1). Assim,
puderam prestar seu respeito durante o velório e enterro, que aconteceram na
Igreja São José das Famílias e no Cemitério Senhor do Bom Fim, respectivamente.

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba,
bem como toda a direção colegiada da entidade, estende sua solidariedade à
família e também repudia toda e qualquer forma de agressão à mulher. Afinal, de
acordo com o Mapa da Violência 2015, a última década registrou aumento no
número de homicídios de mulheres, atingindo a média de 4.700 ocorrências/ano.

Em Curitiba, a estatística é próxima de cidades como Maceió-AL,
Recife-PB, Manaus-AM e Belém-PA, sendo a cidade que mais mata mulheres do Sul
do país. São 7,8 assassinatos a cada 100 mil mulheres, em média, de 2006 a 2013.

É preciso reverter esse dado.