Sismuc cobra valorização profissional e pessoal dos polivalentes

“Nos, parques, nas ruas, beleza para todo lado. Curitiba é
exemplo para nação. Mas aos polivalentes é só desvalorização. Que que é isso,
Fruet”? A paródia da música da banda Legião Urbana dá a dimensão do resultado
da mesa de negociação da Prefeitura de Curitiba com o Sismuc sobre a pauta dos
polivalentes. Com o adiamento da mudança de nome e a falta de políticas para
crescimento na carreira e até mesmo cursos de capacitação, os profissionais não
vislumbram avanços na “Curitiba mais humana”.

O resultado da mesa de negociação pode ser medido pelo
polivalente Áureo
Partica: “A pessoa tem que ter valorização pelo conhecimento, pois eu tenho 30
anos de profissão e isso não são 30 dias”, desabafa. A declaração ocorreu após a gestão adiar por mais
trinta dias a possibilidade de mudar a nomenclatura de polivalente para o cargo
com o qual o servidor se identifica e desempenha. O tema foi
levado à Câmara Municipal durante a votação da data-base. Contudo, a alteração
do nome não contemplava a categoria, retirando o assunto da pauta.

Por
outro lado, Áureo e os polivalentes se decepcionaram principalmente com a falta
de perspectiva profissional. Outro assunto debatido na mesa é a capacitação
permanente dos trabalhadores. A coordenadora do Sismuc Irene Rodrigues até
citou que muitos não receberam capacitação da dengue como exemplo na falta de
iniciativa do governo Fruet em valorizar esses trabalhadores. Por sua vez, a
gestão informou que há oferta de cursos, mas que eles estão esvaziados. Por
isso, para a PMC, o objetivo é melhorar essa relação. Um passo é repassar a
lista de articuladores do IMAP e de outras secretarias e, posteriormente, a lista
de cursos ofertados.

Isso,
contudo, não significa crescimento na carreira ou qualquer política de
valorização, uma vez que a gestão nega o crescimento vertical. Para a
administração, a parte especial possui apenas ensino fundamental,
impossibilitando progressões. Versão contestada pelos números e pelo sindicato.
Dados da Prefeitura mostram que dos 602 trabalhadores, 437 são estatutários e
apenas 165 estão na parte especial. Já Irene Rodrigues destaca que deve ser
política pública capacitar cidadãos, entre eles os polivalentes, com menos
estudo e formação profissional.

“O
que pedimos é a mudança da lei. O que a gente reivindica é encontrar
alternativas. Nunca é demais lembrar que historicamente esses polivalentes eram
pessoas sem nenhuma instrução, muitos até indigentes, que foram acolhidos pelo
poder público na década de 1980. Muitos deles por Maurício Fruet”, resgata
Irene.

Para o Sismuc, além de melhorar a oferta e a divulgação de
cursos como de informática, a gestão Fruet pode investir nesses profissionais
com capacitação via Educação de
Jovens e Adultos (
EJA). Já a gestão, para concluir afirmou que pode
trazer possibilidades em próxima reunião ainda indefinida.

Derrubado artigo que prejudicava luta dos polivalentes

Durante a votação do reajuste salarial dos servidores municipais na Câmara de Vereadores em 31 de abril, o Sismuc solicitou a retirada do artigo que mudava nome do cargo de polivalente para profissional de operação e manutenção. O artigo estava presente na lei da data-base.



Desde 2015, os trabalhadores debatem com a gestão mudanças para valorizar as profissões que eles foram contratados para desempenhar na época de seus concursos públicos. Para isto, é necessário um Plano de Carreira, não só a mudança de nome. Por isso, para o sindicato, o projeto era negativo para os polivalentes.



“Parece que a gestão queria criar um fato para dizer que havia dado aos polivalentes um benefício. Mas, pelo contrário, o que foi apresentado não valorizava as funções originais desses profissionais”, pontua Irene Rodrigues, coordenadora geral do Sismuc.

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