8 mil marcham em defesa da educação pública

Mobilização foi um sucesso e, mesmo debaixo de chuva professores, estudantes e servidores da educação compareceram no ato em defesa da educação pública, gratuita, de qualidade e laica

Cerca de oito mil professores, funcionários da educação e estudantes saíram às ruas neste 30 de agosto (terça-feira) para cobrar o devido respeito à educação e ao trabalho de toda a categoria. No "Dia de Luto e de Luta dos Trabalhadores em Educação Pública", marcharam até o Palácio das Araucárias, no Centro Cívico de Curitiba, para reivindicar melhores condições de trabalho, com equiparação salarial com as demais categorias do funcionalismo com ensino superior, contra o fechamento de turmas e por melhor atendimento à saúde.

No período da tarde a categoria irá acompanhar a votação da proposta de pagamento dos 5,83% de reajuste salarial negociados. O percentual é relativo à aplicação do piso profissional nacional (PSPN) no Paraná, bem como a primeira parcela da equiparação salarial. Segundo o governo, 3% serão retroativos ao mês de julho. O restante – 2,83% – será pago no mês de outubro.


A APP Sindicato, filiada à CUT-PR, organizou a manifestação em memória ao 30 de agosto de 1988, quando os professores estaduais foram às ruas numa passeata histórica. Na época, a categoria estava em greve e exigia do governo Álvaro Dias, entre outros itens, o pagamento de um direito que lhes cabia: o piso de três salários mínimos. Na esperança de abrir as negociações com o Executivo, os trabalhadores da educação – e vários membros da comunidade escolar – caminharam até o Centro Cívico para tentar dialogar com o poder público. No entanto, ao chegarem ao local, ao invés de serem recebidos pelo governo, foram recepcionados pela polícia – inclusive a cavalaria -, que os rechaçou a base de cacetetes, cães e bombas de efeito moral. A repressão deixou dezenas de feridos. Desde então, a data “30 de agosto” tornou-se o "Dia de Luto e de Luta dos Trabalhadores em Educação Pública".


Texto: Imprensa APP