Após o
cancelamento de reuniões, servidores da Fundação Cultural de Curitiba (FCC) protestaram,
nesta sexta-feira (1º), em frente à Prefeitura contra a falta de negociação do
projeto que corrige as carreiras.
A preocupação da
categoria é com o calendário apertado em ano de Eleições. Os servidores cobram um compromisso da Prefeitura
antes dos prazos eleitorais. “Os cancelamentos de reuniões e falta de
transparências nas informações repassadas, levam os servidores a acreditar que
o projeto pode não ser aprovado ainda este ano”, ressalta Casturina Berquó,
coordenadora do Sismuc.
Para os
servidores, além de impedimento de geração de despesas, haverá pouco tempo para
discussão na Câmara em meio às campanhas eleitorais. Amanhã (02) é o prazo
final para que órgãos públicos gerem gastos para gestões futuras.
Convocada às
pressas, a secretária de Recursos Humanos (SMRH), Meroujy Cavet, atendeu os servidores
hoje na Prefeitura. Ela destacou que “não havia compromisso da Prefeitura em
aprovar o projeto até o dia 02 de julho”. Segundo Meroujy, a atual gestão segue
até o dia 31 de dezembro e poderá aprovar a lei do enquadramento mesmo durante
as eleições. Ela destacou, no entanto, que a proposta vai regulamentar, apenas,
o enquadramento e o novo descritivo de funções. O Plano de Carreira não está
previsto, já que a lei precisa ser alterada
Em andamento
desde 2013, a proposta que define o enquadramento e o descritivo de função chegou
a ser enviada à Câmara Municipal de Vereadores (CMC). Sem impacto financeiro ou
prazo para implantação da reestruturação, o projeto também não contemplava
aposentados. “O projeto foi encaminhado à Câmara somente para indicar que havia
intenção da gestão em tratar do assunto. Depois enviaríamos os impactos e as
informações”, respondeu Meroujy.
A secretária
afirmou ao final da reunião que no dia 07, na reunião da FCC, a SMRH vai apresentar
os impactos financeiros do projeto e indicar as formas de enquadramento de
servidores. “Depois de aprovado pela comissão será enviado para câmara”,
garante Meroujy.
O Sismuc e os servidores da FCC esperam que a
Prefeitura cumpra com seu compromisso de corrigir as distorções criadas ao longo
dos anos na Fundação. “São mais de 3 anos de negociação para que servidores
sejam valorizados e tenham garantias na carreira. Essa proposta precisa ser
aprovada em 2016”, decreta Casturina.







