Manifestação em frente à Casa da Mulher
Brasileira, no bairro Cabral, reuniu ativistas, movimentos popular e sindical
para inaugurar o centro de apoio lançado pelo governo Dilma Rousseff. O protesto
realizado nesta terça-feira (28) estava marcado para recepcionar o presidente interino
Michel Temer, que acabou desmarcando a visita a Curitiba.
A Casa da Mulher Brasileira vai abrigar e dar
encaminhamentos às mulheres que sofreram violência. A ideia é que a casa reúna
diferentes serviços em um único espaço, simplificando o atendimento. A casa já
está em funcionamento desde o dia 15 de junho e já atendeu mais de 100
mulheres. A obra é parte do programa Mulher Viver Sem Violência, de 2013, sendo
a segunda inaugurada entre capitais.
Para os movimentos, a inauguração por Temer
seria ilegítima, uma vez que o programafoi desenvolvido no governo Dilma.”Conseguir
impedir que a gestão do Michel Temer venha aqui hoje falar que faz alguma coisa
em nome das mulheres brasileira para nós é uma conquista. Porque esse governo
machista não representa as mulheres”, afirma Carolina Pacheco, do Levante
Popular da Juventude.
De acordo com Irene Rodrigues, da coordenação
do Sismuc, a secretaria é ilegítima, uma vez que nunca se posicionou contra a
cultura do estupro. Para ela, a Casa é conquista de mulheres e homens que se colocam
contra a cultura do machismo. “É um passo importante, mas a luta se dá
todos os dias, em cada canto das nossas cidades”, garante.
Manifestantes também protestaram contra ataque
aos trabalhistas realizado pelo governo interino e contra a extinção do
Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos
Humanos, retrocesso às políticas públicas para mulheres, conquistadas ao longo
dos últimos 13 anos.
Ao
final do ato, os movimentos fizeram uma inauguração simbólica e legítima da
Casa da Mulher Brasileira.







