Na luta desde 2013, os servidores da Fundação Cultural de
Curitiba deram mais um passo para reformulação de sua carreira. No Teatro
Paiol, Sismuc e o presidente da FCC Marcos Cordiolli apresentaram os resultados
do grupo de estudo que vai alterar o descritivo de função e propor um novo
plano de carreira. Uma das ideias é transformar os servidores em promotores
culturais.
O novo plano de carreira e a mudança do descritivo de função
deve atingir os 294 servidores concursados na FCC. Além disso, após o
mapeamento das atividades e dos locais de trabalho, a FCC deve abrir novo
concurso público. Tanto o Plano como o concurso devem ocorrer antes de abril de
2016. O progresso foi comemorado pelo presidente da FCC Marcos Cordiolli.
“A cultura em Curitiba é referência e nós precisamos
valorizar nossos trabalhadores. Precisamos continuar fazendo história. Por isso
vamos fazer um novo plano de carreira e realizar um concurso público”, celebrou
Cordiolli.
Uma das primeiras mudanças é a adequação da denominação dos servidores
da FCC. Atualmente eles se enquadram em auxiliar cultural, agente cultural e promotor
cultural, variando o nível de formação em básico, médio e superior. Em parceria
com a Secretaria de Recursos Humanos, os servidores passaram a ser denominados
de promotores culturais, como comenta a membro do grupo de trabalho Casturina
da Silva Berquoetc: “Os auxiliares eram de nível básico e os outros tinham
nível médio. A ideia é que todos sejam enquadrados como nível médio, desde que
tenha a formação”, informou.
Atualmente, a Fundação tem 24 servidores apenas com o nível
básico. Para eles, a gestão municipal vai incentivar a conclusão de curso no
nível médio. Além deles, a FCC tem em seus quadros 169 servidores com ensino
médio e outros 76 trabalhadores concursados com nível superior.
Fora da mudança
A mudança do descritivo de função e no novo plano de
carreira não atinge servidores que pertencem a FCC ou não são concursados. É o
caso dos telefonistas, motoristas, analistas de desenvolvimento organizacional,
analistas de finanças, bibliotecários, contadores, desenhistas industriais,
vigias, assistentes de operação e manutenção e agentes administrativos. Essas profissões
são regidas pela lei 11000. Outros que atuam na FCC e não entram na mudança são
59 trabalhadores contratados pelo ICAC e 41 estagiários.







