Enquanto o prefeito Luciano Ducci está na França, seu aliado e líder político na câmara o vereador João Cláudio Derosso (PSDB), está com um escândalo para resolver. O presidente da câmara assume o comando na prefeitura em meio ao reboliço das denúncias de que sua mulher atuava na câmara quando venceu processo licitatório em 2006, para contratação de agência de publicidade.
O escândalo veio à tona após auditores do Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR) encontraram irregularidades na licitação de duas agências de publicidade. De acordo com o TCE-PR, a agência de Cláudia Queiros Guedes, esposa de Derosso, não poderia nem ter concorrido à licitação. O contrato no valor de R$ 5 milhões foi assinado uma semana depois de ela deixar o cargo.
Segundo declaração do procurador de Justiça do Paraná Mário Schirmer ao jornal Gazeta do Povo, a participação de um servidor na concorrência do órgão do qual ele é contratado viola a Lei de Licitações e as consequências podem ser o ajuizamento de uma ação de improbidade, a devolução do dinheiro público e até mesmo prisão dos envolvidos.
O presidente do TCE, Fernando Guimarães, aponta que a participação de um servidor em uma licitação do próprio órgão é passível de crime, segundo a Lei de Licitações. A pena, nesse caso, ainda de acordo com a Lei de Licitações, é de dois a quatro anos de prisão e aplicação de multa.







