Pauta específica dos servidores aposentados é debatida com SMGP e IPMC

O SISMUC esteve em mesa de negociação com a Secretaria Municipal de Gestão de Pessoal e com representantes do Instituto de Previdência Municipal de Curitiba para debater a pauta dos aposentados, que girou em torno da revogação do desconto de 14% nas aposentadorias. De acordo com o IPMC, a lei não permite que haja um percentual diferente entre servidores da ativa e aposentados. 

O SISMUC salientou que a reunião trata-se da reivindicação da pauta dos aposentados e que a lei não obriga o confisco de 14% nas aposentadorias, essa foi uma decisão política do governo Greca/Pimentel. Ivone Ribeiro, servidora aposentada, relembra que esse é um compromisso de campanha do prefeito e deve ser cumprido antes de encerrar seu mandato. Os representantes do Instituto afirmaram que é de interesse de Eduardo Pimentel avançar neste ponto ao longo de sua gestão, mas é preciso agir com responsabilidade e realizar estudos dos impactos financeiros e atuariais que a implantação poderia trazer. Além disso, o IPMC assegurou que está monitorando a execução da segregação de massas, sendo necessário aguardar o exercício de 2026. 


Alessandra Oliveira, dirigente do SISMUC, declarou que já se passou um ano da aplicação da segregação de massas, bem como da última mesa de negociação dos aposentados e, desde então, ainda não recebemos o indicativo de ao menos ampliar o teto de isenção para o desconto de 14%. “A gente sabe que a Prefeitura está em superávit, o secretário de finanças [Vitor Puppi] está investindo onde ele quer investir, mas quando chegamos em uma mesa de negociação, não conseguimos avançar na ampliação de pelo menos um salário mínimo nesse teto de isenção. São pessoas que trabalharam 40 anos, se aposentaram com um provento baixo e agora têm o desconto de 14%”, manifestou. Ivone complementou que o Sindicato esperava, na reunião de hoje, receber algum retorno sobre a viabilidade na ampliação do teto, por uma sinalização de que acontecerá de forma gradativa.

Atualmente, a categoria reivindica a ampliação do teto, que é hoje de 2 salários mínimos, para o teto do Regime Geral de Previdência Social, que hoje é de R$ 8.475,55. Solicitamos em mesa a apresentação do impacto financeiro da ampliação escalonada do teto até o final de 2026 e, após apresentado, que o Prefeito cumpra com sua promessa de campanha, sem a necessidade de aguardar até o final da sua gestão.

 

Confira a ata da reunião aqui