Na tarde da terça-feira, 15, servidoras(es) da ativa e aposentados(as) estiveram no Seminário da Previdência, organizados pelos coletivos de aposentados do SISMUC e do SISMMAC, para discutir sobre a atual Reforma Previdência, os impactos gerados nos servidores de Curitiba tirar as dúvidas sobre o assunto. O evento contou com a presença de Ludimar Rafanhim, assessor jurídico do SISMUC, e Eliane Costa e Silva, assessora econômica do Sindicato.
Juliana Mildemberg, coordenadora geral do SISMUC, reforçou que a revogação do desconto de 14% é uma promessa de campanha de Eduardo Pimentel, que precisa ser cumprida antes do fim de seu mandato. “A carta está aqui assinada pelo prefeito dizendo que ele iria retirar, independente de aprovado ou não no STF. Esse confisco em cima de dois salários mínimos é muito injusto. É um dinheiro que faz falta todos os meses na casa de vocês.”
Diana de Abreu, presidente do SISMMAC, manifestou a importância de momentos como este, da base dos sindicatos manter-se engajada na luta. Não podemos esquecer que estamos em um período eleitoral e é extremamente essencial termos atenção em quem depositamos nosso voto. “Os sindicatos são a barreira entre a revolução e a barbárie. Temos a obrigação de dizer que tem candidatos que querem nos destruir. Precisamos de um voto consciente, pensando na luta dos trabalhadores.”
Em sua fala, Ludimar Rafanhim fez uma recapitulação histórica de modelos de previdência já implementados no país. Não é só a questão do regime previdenciário, mas é fundamental que as pessoas tenham uma formação continuada sobre a previdência, senão continuaremos somente reagindo aos ataques à previdência, como as recentes reformas enfrentadas pelos trabalhadores.
Complementando a apresentação, a contadora e assessora econômica do SISMUC, Eliane Costa e Silva, explicou que o regime previdenciário de Curitiba já nasceu com problemas. Ela detalhou que, no início da efetivação do IPMC, as contribuições, tanto da parte patronal quanto dos servidores, eram muito baixas. Somado a isso, trabalhadores celetistas que nunca haviam contribuído foram incorporados ao regime próprio. Para ela, essa dinâmica foi retirando recursos do fundo previdenciário sem que houvesse a devida reposição, tornando o sistema deficitário.
Durante o debate, as dúvidas da categoria giraram em torno de temas como a isenção do desconto para doenças graves e incuráveis e a necessidade de paridade no conselho fiscal e administrativo do IPMC (que atualmente conta com apenas um representante para todos os sindicatos).
Ludimar trouxe os caminhos possíveis: “Essa questão da paridade é mais uma questão de escolha política, mas, se acharmos pertinente, podemos levar para o Tribunal de Contas, para o Ministério Público do Paraná ou pensar em uma possível ação civil pública. Faremos o que estiver ao nosso alcance para enfrentar isso. Porque se nós não incomodamos a gestão municipal, eles não mudam”, finalizou.
A urgência de engajar servidores da ativa também foi debatida. Uma professora aposentada chamou a atenção. “O que faremos a partir de agora, que temos uma leva de professoras aposentadas e mais uma leva que irá se aposentar em breve? Por isso, precisamos ter essa conversa com os colegas que ainda estão na ativa. A maioria presente aqui hoje são aposentados.”
Ivone Ribeiro, coordenadora da pasta de aposentados do SISMUC, agradeceu a presença de todos, com o engajamento da categoria na luta pelo fim do desconto de 14%. “Quando chamamos para as mobilizações, as aposentadas e aposentados participam. São pessoas que, dentro do ciclo de trabalhadores, estão conscientes, porque estão sofrendo na pele o confisco. Não será em uma tarde que conseguiremos resolver todas as nossas dificuldades em relação à previdência, mas ver o auditório com a presença de todos mostra que temos trabalhadores mobilizados e que o trabalho não para”, concluiu.
Todo o evento foi gravado e está disponível na íntegra no canal do YouTube do SISMUC. Confira aqui.







