Coletivo das aposentadas e dos aposentados debate fake news e segurança digital

Com a aproximação das Eleições Gerais de 2026, marcadas para outubro, o Coletivo das Aposentadas e dos Aposentados do SISMUC dedicou o encontro desta quarta-feira (12/08) a um tema cada vez mais presente na vida cotidiana: as fake news. A atividade, voltada à inclusão digital, buscou orientar os aposentados sobre como identificar informações falsas, verificar conteúdos recebidos pelo celular, evitar golpes e encontrar fontes confiáveis antes de acreditar ou compartilhar uma mensagem.

Para tratar do assunto de forma prática e próxima da realidade dos participantes, o debate foi conduzido pelo jornalista e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Elson Faxina. Ao longo do encontro, ele apresentou informações e exemplos que ajudaram o grupo a compreender como as notícias falsas se transformaram ao longo do tempo e, principalmente, como as novas tecnologias ampliaram a velocidade e o alcance da desinformação.

Faxina explicou que a circulação de informações falsas não começou com a internet. “Notícias falsas e informações distorcidas acompanham a história da humanidade há milhares de anos. O que mudou foram as ferramentas utilizadas para produzi-las e, principalmente, a velocidade e o alcance com que podem ser disseminadas”. Segundo ele, com as novas tecnologias, uma informação falsa pode chegar rapidamente a milhares de pessoas e aparecer em diferentes formatos, como textos, imagens, áudios e vídeos. Em alguns casos, o conteúdo é produzido ou manipulado justamente para adquirir aparência de informação verdadeira.

Diante desse cenário, reconhecer uma fake news exige cada vez mais atenção e disposição para verificar aquilo que chega ao celular. Para Faxina, o primeiro passo é não tomar uma mensagem recebida pelas redes sociais como verdadeira apenas porque ela parece convincente. “Não basta apenas desconfiar de uma mensagem: é preciso verificar sua origem, observar a data, procurar outras fontes e confirmar se veículos de comunicação confiáveis ou canais oficiais divulgaram a mesma informação”.

Uma das orientações apresentadas pelo jornalista foi também uma das mais simples: pesquisar antes de compartilhar. Na dúvida, a pessoa pode abrir o Google, utilizar o microfone do celular e fazer uma busca por voz sobre aquela informação. “Não devemos permanecer apenas com o conteúdo que chegou pelo WhatsApp ou pelas redes sociais. Buscar outras fontes pode ajudar a identificar informações falsas antes que elas sejam compartilhadas. Hoje, existem diferentes locais onde podemos fazer a checagem de uma informação recebida, como, por exemplo, o Fato ou Fake, o Aos Fatos e a Agência Lupa, entre outras”.

A orientação ganha ainda mais importância em 2026, ano de Eleições Gerais. Em 4 de outubro, os brasileiros irão às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais. Um eventual segundo turno está marcado para 25 de outubro.

Por isso, a discussão sobre fake news também levou os participantes a refletirem sobre os impactos da desinformação no processo eleitoral. Conteúdos falsos ou manipulados podem interferir na percepção sobre candidaturas, propostas e acontecimentos políticos, tornando ainda mais importante consultar fontes oficiais, conhecer as propostas apresentadas e comparar diferentes informações antes de formar uma opinião.

Em um período eleitoral, no qual conteúdos políticos tendem a circular de forma intensa pelas redes sociais e aplicativos de mensagens, buscar informação confiável também é uma forma de exercer a cidadania. Nesse sentido, a inclusão digital não se limita a saber utilizar as ferramentas tecnológicas, mas envolve também desenvolver autonomia para avaliar aquilo que é recebido e compartilhado.


Golpes e a importância da segurança digital

A discussão sobre desinformação também levou ao tema da segurança digital. Durante o encontro, aposentadas e aposentados compartilharam experiências com golpes envolvendo mensagens falsas, links suspeitos, pedidos de dinheiro e pessoas que se passam por familiares, profissionais ou instituições.

Entre os casos citados esteve o do falso advogado, em que criminosos utilizam o nome de profissionais conhecidos para dar credibilidade às abordagens. O SISMUC já alertou a categoria sobre golpes que utilizam o nome do assessor jurídico Ludimar Rafanhim para tratar de supostos processos, valores a receber ou pedidos de pagamento para a liberação de dinheiro.

O sindicato reforça que não solicita depósitos, transferências ou pagamentos para encaminhar ações ou liberar valores. Diante de mensagens suspeitas, a orientação é não fornecer dados, clicar em links ou realizar pagamentos e confirmar a informação diretamente pelos canais oficiais do SISMUC.

O alerta reforça uma das principais orientações do encontro: informação e cuidado também fazem parte da defesa dos direitos da categoria.

 

Próximas ações do Coletivo

Além do debate sobre segurança digital, o encontro marcou uma nova etapa do Coletivo das Aposentadas e dos Aposentados do SISMUC, que passa, a partir de agora, a ser coordenado pela servidora aposentada Ivone Ribeiro. A mudança também foi acompanhada pela apresentação das próximas atividades previstas na agenda do grupo.

A primeira delas será o Seminário de Previdência, marcado para 15 de setembro, a partir das 13h30, na APP Sindicato. Realizado em conjunto com o Sismmac, o encontro vai discutir a previdência dos servidores aposentados e é aberto à participação de todas as aposentadas e de todos os aposentados.

Na sequência, no dia 30 de setembro, o Coletivo realizará uma atividade dedicada à pauta financeira das aposentadas e dos aposentados, com ato político e mesa de negociação com a gestão municipal. Mais informações em breve.

Com uma agenda que combina formação, debate e mobilização, o Coletivo segue como espaço de participação das aposentadas e dos aposentados, fortalecendo a organização e a defesa dos direitos da categoria.