O compromisso com a formação das trabalhadoras e trabalhadores faz parte da história do SISMUC, sejam elas formações políticas ou culturais. Por isso, em nosso congresso — principal evento do Sindicato, não poderiam faltar espaços para o diálogo e troca de saberes, de diversas áreas e assuntos. Na tarde do 2º dia, as delegadas e delegados estiveram em oficinas organizadas por temas de interesse, uma maneira de fortalecer o debate sobre temas como gênero, raça e saúde do trabalhador.
Mediada por Fabíula Rizzardo, coordenadora da pasta de gênero e direitos LGBT do SISMUC, a oficina “Cinedebate LGBTQIA+”, exibiu o documentário “Meu Nome é Tiana”. O curta-metragem conta a história de Tiana Cardeal, reconhecida como a pessoa trans mais idosa do país, com 92 anos atualmente. O filme funcionou como um disparador para que o grupo pudesse debater suas experiências individuais, em relação às dificuldades enfrentadas em nossa sociedade. Fabíula ressaltou a necessidade de todas as servidoras e todos os servidores buscarem letramento sobre o tema. “No portal Aprenderem da Prefeitura, há cursos de direitos humanos, de diversidade sexual e de masculinidade consciente, formações que contribuem na quebra de preconceitos e, até mesmo, em um atendimento mais humano no serviço público municipal”, completou.
Luara Nefeli, professora de educação infantil, expôs a sua realidade enquanto mulher trans, falando dos desafios vivenciados dentro e fora do ambiente de trabalho. Luara acredita que, são momentos como estes da oficina, que engrandecem o diálogo. “Então, acho muito interessante essa iniciativa do sindicato, porque a Prefeitura, infelizmente, não oferece isso pra gente. A prefeitura, ela abandonou as pessoas LGBTQIA+.
Essa e outras pautas fundamentais serão aprofundadas no Coletivo LGBTQIA+ do SISMUC, um espaço de organização permanente dedicado a formular políticas, debates e combater a lgbtfobia.
Oficina de dança afro
Em outro espaço, a oficina de Dança Afro e seus elementos fez as delegadas e delegados soltarem o corpo. Mediada por Dermeval Silva, dirigente do SISMUC e coordenador da Secretaria de Igualdade Racial e Combate ao Racismo, a atividade explorou ritmos e manifestações culturais, como o maculelê, samba de roda, puxada-de-rede, blocos Afro de Salvador.
Dermeval trouxe os seus conhecimentos como professor de dança e pós-graduado em história e cultura africana, afro-brasileira e ações afirmativas no Brasil, garantindo um momento divertido e descontraído, uma pausa em um dia cheio de discussões políticas. “Me surpreendi com a energia passada pelo grupo, eles conseguiram aflorar a minha criatividade como professor e eu pude devolver essa energia. A ideia da oficina não era que eles aprendessem o movimento certo, mas entender um pouco da cultura africana por meio da dança”.
Esse momento de imersão é apenas o começo. O debate e as reflexões iniciadas durante a atividade serão aprofundados nas próximas reuniões do Coletivo de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do SISMUC. Dermeval, que ficará responsável pelo coletivo, afirma que será uma maneira de valorização da cultura afro-brasileira.
Saúde da trabalhadora e do trabalhador
Enquanto isso, Wanderli Machado, servidora aposentada da assistência social e coordenadora da Secretaria de Saúde do Trabalhador e Meio Ambiente do SISMUC, conduziu uma importante oficina focada na saúde mental da classe trabalhadora.
Wanderli trpuxe os impactos e a identificação da Síndrome de Burnout, as recentes atualizações da NR-1 no que diz respeito à saúde mental, além da extrema importância de realizar o registro de acidente de trabalho via CAT. O espaço reforçou que a luta sindical também se faz com prevenção, informação e garantia de ambientes de trabalho seguros e saudáveis para todos os servidores municipais.
“Eu perguntei para eles, quantos de vocês já tiveram um afastamento pelo trabalho no último ano? No universo de 10 pessoas, 8 pessoas se apresentaram. Então, com isso eu quero mostrar que nós temos um alto índice de adoecimento”, apontou a mediadora da oficina. Ela complementa ainda, que a atividade teve como objetivo ressaltar para o trabalhador que ele pode e deve procurar a ajuda do Sindicato sempre que passar por algum tipo de problema em seu local de tabalho. “Aqui tem uma condição de organização, de formação e informação que vai fazer com que vocês mudem a relação de vocês no processo de trabalho”, finalizou.
A construção de um sindicato forte, plural e combativo é uma prática contínua. Por isso, realizamos os coletivos do SISMUC, espaços permanentes de organização, acolhimento, escuta e formulação de lutas fundamentais para a nossa categoria.
Leia mais sobre os nossos coletivos em: SISMUC lança Guia de Linguagem Inclusiva e Humanizada e fortalece compromisso com o respeito à diversidade
















