O Ministério Público do Paraná cumpriu, neste último dia 17, a função que se espera de um órgão fiscalizador e promotor de justiça. O afastamento e o bloqueio dos bens de João Cláudio Derosso (PSDB) da presidência da câmara é a atitude que esperavam todos os cidadãos e cidadãs que se indignam com o uso de dinheiro público para proveito próprio. As medidas, no entanto, não podem parar por aí. É preciso agora que a justiça acate a liminar dos promotores e que Derosso seja afastado imediatamente não apenas da presidência da câmara, mas de qualquer cargo público, remunerado com dinheiro dos contribuintes.
De acordo com a ação, são pelo menos R$ 5,9 milhões que poderiam estar sendo utilizados para aumento salarial dos servidores, aplicação em serviços públicos, contratação de pessoal, entre outras medidas que ajudariam a melhorar o atendimento à população. É inadmissível que políticos mal intencionados mantenham seus privilégios. Além disso, é preciso saber para onde foi este dinheiro e quem de fato foi beneficiado nesta história. Derosso é um dos maiores apoiadores do grupo que hoje está à frente da prefeitura. Não é o caso de investigar também possíveis irregularidades em financiamentos de campanhas deste grupo? Afinal, o ex-prefeito Beto Richa já deu provas de que utiliza de meios imorais para garantir apoio de partidos, como no caso da compra de candidatos do PRTB, em 2010.






