Dados devem servir para justificar corte de gastos com servidores
Diretores do Sismuc e do Sismmac participaram de uma reunião, no último dia 27, para ouvir uma apresentação da Publix. A empresa foi contratada pela prefeitura por R$ 840 mil para, segundo seus representantes, realizar um diagnóstico da gestão do trabalho no serviço público municipal.
O discurso ouvido não foi diferente do que os diretores sindicais já esperavam e já vinha sendo dito pelos representantes da prefeitura. A Publix reafirma que o município está com as contas no limite. Com 35.047 servidores ativos, contando com os empregados de economia mista, a prefeitura estaria gastando 56,33% do orçamento com os trabalhadores.
As informações da Publix devem ser utilizadas para reestruturar, dentre outras coisas, a política de horas extras. O mais provável é que, desta forma, se busque justificar o corte da jornada extra, congelamento de salários e redução de outros direitos.
Seguindo este caminho, a empresa ainda ressalta que a prefeitura de Curitiba seria “pioneira”, na política de recursos humanos, e destaca o sistema de meritocracia como um ponto positivo.
O sistema de competitividade entre os servidores é uma das questões duramente criticada pelo Sismuc. Dentre os principais problemas desse tipo de política estaria a falta de solidariedade e dificuldades para trabalho em grupo. As dificuldades decorrentes disso tenderiam a aumentar doenças ocupacionais e a gerar péssimos ambientes de trabalho, com reflexo também na qualidade do serviço prestado.
As modificações nos PCCV’s também devem levar em consideração os dados da Publix. Sobre este assunto, a prefeitura se comprometeu em debater os encaminhamentos com os sindicatos, antes de qualquer decisão. A agenda para construção de um calendário de negociação dos planos deve ser divulgada em breve pela administração.






