Com quase 30 dias de atraso, ontem, 27 de janeiro, o governo federal, através da Secretaria de Comunicação Social do Ministério da Educação, anunciou o novo valor do piso salarial profissional nacional do magistério público da educação básica, que em 2022 passará à quantia de R$ 3.845,63 – aumento de 33,24% em relação ao praticado em 2020. Lembramos que em 2021 o governo congelou o reajuste do piso (0%).
Após o aguardado anúncio, todos os Estados, DF e Municípios devem atualizar os vencimentos iniciais das carreiras do magistério retroativamente a 1º de janeiro de 2022, a fim de pagar minimamente o piso nacional aos/às professores/as com formação em nível médio, na modalidade Normal.
Salientamos que é de suma importância que o reajuste precisa acontecer para todos os trabalhadores do magistério e em todos os níveis, e não somente para o primeiro nível. O FUNDEB veio para a valorização do magistério e respeito as carreiras, por isso o reajuste em todos os níveis é imprescindível!
Para a garantia do aumento, a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam) reforça a necessidade de manter a mobilização em defesa do cumprimento da Lei do Piso e seguirá pressionando prefeitos/as em todo o Brasil.
Mesmo o reajuste do piso do magistério seja autoaplicável, tornou-se tradição o seu anúncio anual pelo MEC, para melhor orientar os gestores públicos responsáveis pelo pagamento do piso e demais vencimentos de carreira aos profissionais do magistério e da educação básica em geral. E a nota divulgada hoje pelo MEC cumpre essa tradição iniciada em 2010.
Conforme anos anteriores e destacado no acórdão do STF, a nota é medida uniformizadora e suficiente para os gestores cumprirem com as obrigações definidas na lei do piso do magistério. Nos casos de desobediência da Lei, os sindicatos podem acionar a justiça.
A Confetam parabeniza a todos/as os/as trabalhadores/as em educação, que se manterão nas lutas e mobilizações para atingirmos objetivo de atingirmos 100% de cumprimento da lei do piso em todo o país.
Queremos agradecer também o empenho das Comissões de Educação e Cultura, além das Frentes Parlamentares de Educação, todas da Câmara dos Deputados, que se esforçaram prontamente em comprovar a plena vigência da Lei 11.738 – até então questionada pelo Governo Federal e por entidades municipalistas, produzindo brilhante nota técnica a respeito de um direito fundamental que se mantém preservado na Emenda Constitucional nº 108, que criou o FUNDEB permanente.
Agora a luta é que o Brasil todo aplique o reajuste. Conclamamos todos os profissionais do magistério do país a intensificarem a cobrança pública. Nós da Confetam seguiremos na batalha!

Artigo de opinião – Por que as pessoas têm medo de rato?
Por Ana Carolina Pacífico, jornalista. Hoje pela manhã, bem cedo, levei um susto ao ver um rato na rua, bem próximo ao meu pé. Ele apareceu do nada, saindo de um arbusto. Meu primeiro instinto foi sentir repulsa, mesmo que






