Situação dos servidores nas UPAs e UBSs é denunciada ao MPT

Em
nova videoconferência com o Ministério Público do Trabalho (MPT)
os sindicatos, mais uma vez, denunciaram as precárias condições
de trabalho dos servidores municipais que estão na linha de frente
do atendimento à população, durante a pandemia do novo
coronavírus.

Desta
vez o foco foram
os diversos
problemas que estão acontecendo nas Unidades de Pronto Atendimento
(UPAs) e em Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A
partir das denúncias recebidas, os sindicatos apresentaram as
situações que colocam em risco a saúde dos servidores e
que estão contribuindo para a
explosão no número de casos confirmados de Covid-19 nos locais de
trabalho. O stress e a sobrecarga de trabalho são fatores que também
estão contribuindo para baixa imunidade dos servidores.

As
denúncias apontam irregularidades como ausência do distanciamento
mínimo de 1,5m para atendimento, ventilação insuficiente no
ambiente, ausência de barreira de vidro na recepção de UBSs e na
UPA Sítio Cercado, improvisação de ambientes para atendimento com
separação por lonas, surtos de contaminação dos servidores com
altos índices de afastamento em um mesmo equipamento, fornecimento
insuficiente e inadequado de equipamentos de proteção individual
para a jornada de trabalho, entre outras
situações denunciadas.

O
SISMUC ainda colocou a necessidade de que as licenças dos servidores
com casos confirmados de Covid-19 seja de 14 dias e
não apenas 7 dias como vem acontecendo. O prazo de 14 dias é
recomendado pela Organização Mundial da Saúde, Organização
Pan-americana de Saúde e a Sociedade Brasileira de Infectologia.
Tentar encurtar esse prazodeixa os servidores ainda mais
vulneráveis diante da pandemia.

A
reunião contou com participação de representantes do SISMUC, do
Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba
(SISMMAC) e Sindicatos dos Servidores Municipais a Enfermagem de
Curitiba (SISMEC).

As
denúncias ao MPT são um dos caminhos que os sindicatos estão
buscando para cobrar da administração melhores condições de
trabalho para os servidores durante a situação de emergência para
o combate e enfrentamento ao novo coronavírus. Caso
você servidor e servidora tenha denúncias procure o Sindicato.
Podemos manter seu anonimato e exigir condições de trabalho.

É
com a união do conjunto dos trabalhadores que vamos enfrentar os
desmandos da gestão do desprefeito. Enquanto ele tem propagandeado
obras de asfalto e reformas, os servidores da
linha de frente estão abandonados à própria sorte durante a jornada
de trabalho.

Vaza,
Greca! O pior prefeito de Curitiba.

Educação: sindicatos reivindicam máscara de proteção (face shield) e insistem para que escolas e CMEIs abram uma vez por mês

A Prefeitura enviou máscaras de tecido, 10 protetores faciais (face shield), luvas descartáveis e álcool gel às unidades de ensino. Entretanto, a quantidade enviada foi insuficiente para a maioria dos equipamentos. Os sindicatos avisaram o MPT de que a maioria dos trabalhadores da educação está fazendo a distribuição de atividades e dos kits de alimentação, nesta semana, usando apenas as máscaras de tecido.



Essas máscaras não substituem os EPs, pois não têm evidência comprovada, nem têm controle de fabricação. Além disso, o uso incorreto pode gerar uma falsa sensação de proteção e aumentar ainda mais o contágio.



Apesar do apelo dos sindicatos, a Secretaria Municipal de Educação ainda não orientou que escolas e CMEIs passem a abrir apenas uma vez por mês, no dia de distribuição dos kits alimentação, evitando novos deslocamentos e contatos.



O SISMMAC também informou ao Ministério Público do Trabalho que a Prefeitura pretende retomar o Atendimento Educacional Especializado ofertado em CMAEEs e em Salas de Recursos, por meio de videoconferência, a partir do dia 29 de julho. O documento orientador foi publicado no último dia 17, sem nenhum tipo de avaliação sobre a viabilidade e segurança desse procedimento com as professoras e professores. Se esse atendimento será retomado por videoconferência, o mínimo que a Prefeitura deve fazer é renovar os contratos de Regime Integral de Trabalho (RIT), que foram cortados destes professores durante a suspensão das atividades presenciais.

Oportunidade para adolescentes negras: oficinas gratuitas

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