Custo de Vida dos brasileiros subiu 2,44% em 2017, segundo o DIEESE

O
governo federal e o mercado comemoram constantemente a queda da
inflação como se ela justificasse o fim da crise econômica. De
acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15
(IPCA-15), o ano de 2017 contabilizou inflação de 2,94%, o menor
índice desde 1998. A queda dos preços na alimentação,
impulsionada pela alta produção de grãos em 2017, acabou
camuflando a alta do gás, da gasolina e de impostos sentida pela
população. Para o Departamento Intersindical de Estatística e
Estudos Socioeconômicos (DIEESE). Dos 10 grupos que compõem O
Índice do Custo de Vida (ICV), cinco deles tiveram variações
superiores à inflação. Destaque para altas em saúde, habitação
e transporte.

Para
o DIEESE, o custo de vida dos brasileiros aumentou em 2,44%. Os
vilões desse crescimento são: Despesas Diversas (7,78%), Educação
e Leitura (7,16%), Saúde (6,02%), Habitação (5,76%) e Transporte
(3,36%). Na educação, por exemplo, enquanto o presidente Temer
aprovava a Proposta de Emenda Constitucional que congela por 20 anos
os gastos públicos, o brasileiro era obrigado a gastar mais com
“taxas acumuladas: 8,47% para os cursos formais; 7,04% para os
livros; 2,66% para os cursos diversos; e, 2,44% para os artigos de
papelaria. No subgrupo leitura (3,08%), os jornais apresentaram alta
de 2,88% e as revistas, de 2,76%”.

A
saúde também pesou no bolso dos brasileiros. Segundo o
levantamento, “no subgrupo assistência médica, a variação
acumulada foi de 6,55%: para os seguros e convênios médicos, a alta
foi de 7,72%; para os exames laboratoriais, 2,94%; para as
internações hospitalares, 2,88%; e, para as consultas médicas,
1,84%. A elevação média para o subgrupo medicamentos e produtos
farmacêuticos foi de 3,74%: os medicamentos tiveram aumento de
3,93%”.

Em
2017, muitos governantes também reajustaram impostos e alíquotas
que vão impactar no bolso dos contribuintes neste ano. É o caso de
Curitiba, em que o prefeito Rafael Greca (PMN) elevou o Imposto Sobre
Serviços (ISS) para 4% e acabou com isenções para hospitais.


no setor de habitação, o DIEESE contabiliza desde a alta de
impostos como o IPTU até o item que mais pesou na casa da população:
as sucessivas altas do gás de cozinha. A alta de 5,76% do setor
registrou aumento de 4,28% para aluguel, impostos e condomínios e de
30,08% para o botijão.

Inflação
baixa

Para
a entidade, muitos comemoram a inflação abaixo da meta. No entanto,
a percepção do consumidor não é de que os preços estejam
abaixando. Isso porque um índice é uma grande média composta por
594 itens.

Sendo
assim, apesar da inflação média baixa e dentro da meta, o poder de
compra das famílias paulistanas diminuiu em 2017. “O decréscimo
da renda média do trabalhador, segundo os dados de todas as
pesquisas, e principalmente, os aumentos dos bens essenciais – como
os serviços públicos, remédios e combustíveis, foram responsáveis
pela redução”, esclarece o departamento.

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