Em Curitiba, cerca de três mil
pessoas participaram do ato contra a retirada de direitos que vem sendo imposta
pelo governo ilegítimo de Michel Temer. A manifestação fez parte do “Dia
Nacional de Paralisação”, promovido por centrais sindicais e movimentos populares
de todo o país. Sob o lema “Nenhum Direito a Menos”, as mobilizações
são um preparativo para a construção de uma greve geral no país.
No Paraná, também ocorreram
mobilizações em Cascavel, Maringá, Londrina, Marechal Cândido Rondon,
entre outras regiões. Bancários – que entraram hoje no 18º dia de greve- e
petroleiros também realizaram ações pela manhã na capital e no município de
Araucária, respectivamente, assim como funcionários dos Correios e
trabalhadores da construção civil.
Entre as principais bandeiras
está a denúncia das medidas anunciadas por Michel Temer em relação à reforma
trabalhista e previdenciária. Além disso, a Frente Brasil Popular, que chama a
paralisação ao lado da Frente Povo Sem Medo, critica as propostas de
congelamento no investimento público e o pacote de privatizações.
Servidores públicos se somam
O Sismuc organizou, às 17h30 do
dia 22, antes do ato, na Boca Maldita, uma aula pública com a apresentação de
vídeos do sindicato para debater com os passantes o conteúdo do Projeto de Lei
Complementar (PLC 257) – que desestrutura a ampliação e os concursos do serviço
público – e Proposta de Emenda Constitucional (PEC 241), que congela a
ampliação de investimentos públicos em pastas sociais.
Juliana Mildemberg, da
coordenação do Sismuc, avalia que o retorno da população foi positivo sobre o
tema. E que o impacto sobre o serviço público será grande: “O impacto maior é a
questão do congelamento dos investimentos em saúde, educação, assistência
social, segurança e saneamento nos próximos vinte anos. Não podendo ser feito
concurso público, salários e progressões nas bandeiras. O que é a precarização
do serviço público”, diz.
Marina Felisberto, também da
coordenação do Sismuc, falou sobre a importância de a juventude ter participado
da paralisação. Para ela, os jovens serão os mais afetados pelas medidas do
governo golpista. “Seremos os mais afetados pela reforma da previdência,
pela reforma trabalhista e pela PEC 241, que impossibilita concurso público
durante vinte anos e acaba com as verbas para saúde e educação”,
exemplifica.
Calendário
Essa data também inicia um calendário
de lutas que continua no dia 29 de setembro, com paralisação nacional dos
metalúrgicos. Já no dia 5 de outubro é a vez dos servidores públicos se
mobilizarem contra a PEC 241, que congela gastos no serviço público – medida
que impacta toda a população.
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