A exemplo de várias categorias de
trabalhadores, os servidores municipais realizam lutas no dia 10 de junho,
contra a retirada de direitos e atual ameaça de perda de garantias na
Previdência e Saúde Pública.
Às 10 horas, ocorre um ato em frente ao Instituto
Curitiba de Saúde (ICS), no qual o sindicato denuncia a falta de repasse da
prefeitura para o Instituto, que fica localizado na Avenida Marechal Floriano Peixoto, 1895, no bairro Rebouças.
No início da tarde, às 14 horas, os servidores
concentram-se na Boca Maldita para denunciar a dívida herdada pela Prefeitura em
relação ao Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba (IPMC) e a tentativa do
prefeito Gustavo Fruet de retirar recursos do Instituto.
No plano nacional, os servidores também enxergam
ataques contra a previdência e os direitos sociais. “O sindicato vem
discutindo com os delegados de base os Projetos de Leis que desmontam o serviço
público no país. Alertamos que o projeto do atual governo quer acabar com o
serviço público, aumentando terceirizações e privatizações dos serviços”,
explica Cathia Almeida, coordenadora do Sismuc.
Jornada
Nacional de Mobilização
O Sismuc apoia também a Jornada Nacional de
Mobilização, que repudia o golpe de Estado vivido no Brasil.
Com a palavra de ordem Não ao golpe, Fora Temer!, a partir das 14h até às 22h, na
Praça Santos Andrade, movimentos populares, de mulheres, sindicais e estudantis
no Paraná, ao lado da sociedade civil, convocam mobilização unitária.
Na praça, haverá um ato, às 16h, com a participação
de várias frentes e movimentos, entre as quais a Frente Brasil Popular, a CWB
contra Temer – que tem convocado atos expressivos via redes sociais -, a Frente
Povo Sem Medo e o movimento #culturaresiste, que no momento ocupa a sede do
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em Curitiba,
exigindo mais respeito para a cultura e para os direitos sociais.
Ao longo da tarde, será montado um palco e ocorrem
manifestações culturais e políticas.
Contra o
golpe, a perda de direitos e a criminalização dos movimentos populares
Realizada em todo país, a ação do dia 10 deve
protestar contra o presidente interino Michel Temer e contra os retrocessos já
sinalizados nesse período de menos de um mês desde que assumiu a presidência
após o afastamento ilegítimo da presidenta Dilma Rousseff.
Reforma da previdência, retrocesso nos direitos dos
trabalhadores, desvinculação do orçamento da educação e saúde, suspensão de
programas sociais como Minha Casa, Minha Vida, Fundo de Financiamento
Estudantil (Fies), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Programa
Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), criminalização e
perseguição dos movimentos sociais, são alguns das medidas que foram tomadas ou
apontadas por Temer.







