Lutas sociais e por direitos devem ser unificadas

A análise de conjuntura do 13° Congresso da CUT apontou as principais bandeiras e adversários da classe trabalhadora para os próximos anos. Concluiu-se que a direita conservadora tem partido para o ataque contra os movimentos sociais e direitos trabalhistas. Contudo, a reação dos sindicatos têm sido tímida. A saída é aumentar as mobilizações e aliar as lutas.

Na perspectiva internacional, o palestrante Rafael Freire, secretário de política econômica da Confederação Sindical de Trabalhadores das Américas, avaliou que é necessário refazer a articulação política e sindical para enfrentar o conservadorismo que se fortalece no Brasil e na América Latina. Para ele, embora o capitalismo sobreviva de crise em crise, a esquerda não tem apresentado projeto unificado de oposição: “Não tivemos movimento revolucionário. Nós tivemos a tentativa de mudanças de sistemas neoliberal. Enquanto isso, a direita ataca fortemente os governos com característica progressista”, destacou Rafael Freire.

Ainda na conjuntura internacional, Freire afirmou que duas coisas podem crescer no mundo nos próximos anos sem a organização e o combate dos sindicatos e movimentos sociais. O fundamentalismo é uma delas. A outra é o terrorismo. “Qual é a luta que estamos fazendo? A CUT tem obrigação de ampliar seu campo de aliados e de lutas”, cobrou Freire.

Conjuntura Nacional
A avaliação partiu para a defesa das políticas sociais e econômicas do Governo Federal. Mais uma vez se ressaltou os avanços sociais com programas de habitação e combate à fome. Também se destacou que o cenário político e econômico poderia estar mais à direita se Aécio Neves foi eleito. Por outro lado, os ajustes econômicos e a retirada de direitos dos trabalhadores não foi enfrentada na avaliação de conjuntura nacional da representante da CUT Nacional.

No plano nacional, defende-se que a CUT reformule algumas diretrizes. Uma delas é disputar a política econômica que proteja empregos e avence em direitos trabalhistas e sociais. Outra missão é cobrar para que os governantes aumentem os recursos para o interesse públicos.A Central ainda deve lutar pelas reformas estruturais e de base e combater a mídia através do seu monopólio.

Estadual
A análise de conjuntura estadual apontou para o patriarcalismo e patrimonialismo no estado. Para o deputado, o Paraná tem uma “tradição” de privilegiar alguns grupos em detrimento dos trabalhadores. Portanto, para Veneri, a atual crise no estado é uma crise de governo. De um governo que soma as elites, na base do toma lá da cá. “O governo criou hegemonia de pensamento e sem confronto. Contudo, o segundo mandato subiu à cabeça com o poder conquistado”, constatou. Por outro lado, mesmo com todo esse capital político, Richa contraiu dívida liquida de 1 bilhão e em torno de 5 bilhões no total. Por isso teve partir para cima dos trabalhadores que, em última análise, também elegeram o governador no primeiro turno.