A presidenta Dilma Rousseff foi reeleita com mais de 51% dos votos, dados por mais de 54 milhões de eleitores.
A vitória revela a força de seu governo e do legado das duas presidências de Lula. Dilma mostrou que é dura na queda.
Sofreu uma sequência de ataques que estão entre os mais violentos e virulentos de que se tem notícia na história do País.
Um dos mais infames foi a tentativa de gol de mão perpetrado pela Veja, aquela que já está se tornando mais conhecida como “a revista da Marginal Pinheiros”.
Dilma que se cuide, o PT que fique esperto e o país que se conscientize e se mobilize. A oposição foi derrotada. O golpismo, não.
A presidenta precisa antecipar a formação de seu novo governo, arrumando a casa para um novo mandato.
Mais importante, precisa sair do isolamento de Brasília, circular mais pelo país, manter contato mais direto com o povo brasileiro, com asorganizações sociais, com governadores, prefeitos e com todos os que podem garantir sua governabilidade social.
O segundo mandato de Dilma precisará de uma politização permanente e de uma comunicação à altura para fazer frente à tentativa permanente dedesmoralizá-la, desestabilizá-la e levá-la ao “impeachment”. Alguém tem dúvida de que esse é o plano dos adversários?
A vitória da candidata do PT mostra o quanto a democracia brasileira está melhor informada, mais consciente e mais avessa às tradicionaistentativas de manipulação de eleitores.
Todavia, o resultado apertado mostra que o principal adversário a ser vencido não é apenas um partido: é o ódio, o preconceito, a intolerância.
O recado das urnas é claro: os eleitores querem um governo com prioridade para os pobres, com especial atenção às regiões mais pobres e carentes em infraestrutura; um governo que proteja os trabalhadores e garanta o emprego; que reduza a inflação e os juros pagos ao sistema financeiro; um governo que melhore a qualidade dos serviços públicos e a aperfeiçoe a regulação sobre o setor privado; um governo que trave um combate sem tréguas à corrupção e à impunidade.
Essas razões deram a vitória a Dilma.
Falta derrotar o golpismo. Falta fazer valer, nas ruas, o resultado das urnas, enfrentando aqueles que tentarão jogá-lo no lixo.
Por ora, a esperança venceu o ódio.

Artigo de opinião – Por que as pessoas têm medo de rato?
Por Ana Carolina Pacífico, jornalista. Hoje pela manhã, bem cedo, levei um susto ao ver um rato na rua, bem próximo ao meu pé. Ele apareceu do nada, saindo de um arbusto. Meu primeiro instinto foi sentir repulsa, mesmo que






