Não queremos flores, queremos direitos

Movimentos sociais, feministas, MST, camponesas, sindicatos e partidos de esquerda fizeram marcha por direitos e respeito às mulheres no Dia Internacional.  Dentre as reivindicações pelas mais de 500 pessoas presentes na caminhada estava a criação da secretaria estadual da mulher, o maior combate à exploração sexual e a violência contra a mulher.

A mulher ainda segue sendo agredida em casa e pelo seu companheiro. Segundo a presidenta da APP-Sindicato Marlei Fernandes isso demonstra que o combate feito por municípios, estados e governo federal tem sido insuficiente. “A cada minuto pelo menos uma mulher é agredida no Brasil”, estima. 


Mais grave do que a agressão é a impunidade dos agressores. Segundo representantes da Marcha das Vadias, a violência contra a mulher cresceu em 10 anos. “A delegacia da mulher apurou que o crime cresceu 30% e que mesmo assim apenas 25% dos casos são investigados”, relata Ludimila Mascarela, integrante da marcha.


Os movimentos feministas reivindicam que o governo do Paraná dê mais atenção às mulheres vítimas de violência e exploração através da criação da secretaria da mulher. “Curitiba e o Paraná não possuem casas de abrigo para as mulheres e suas crianças vítimas de violência”, denuncia Ludimila Mascarela. 


A marcha também questionou a mercantilização do corpo feminino nos comerciais de cerveja. “A sociedade acaba naturalizando a violência e a exploração do corpo feminino”, observa Marlei Fernandes.  


O Sismuc participou da marcha representada pela diretora Salvelina Borges. “O sindicato participa com frequência de atos e manifestações a favor do gênero feminino. Nossa base é eminentemente formada por mulheres de luta”, observa Salvelina Borges. Atualmente o sindicato tem 6976 mulheres filiadas, o que representa aproximadamente 70% dos sindicalizados.