Prefeitura muda escala dos guardas sem negociação

Uma mudança promovida na escala de trabalho dos guardas municipais deve provocar uma nova insatisfação do segmento. De forma arbitrária, a prefeitura impôs escalas de 12 horas de trabalho por 36 de folga (noturno) ou de oito horas diárias (diurno). As novas escalas começaram a ser implantadas em alguns distritos desde junho e estão sendo estendidas gradativamente a todos os guardas. O problema é que a medida deve resultar na redução dos valores das horas-extras, reduzindo o ordenado dos guardas no final do mês. 

Segundo cálculos dos diretores do Sismuc, o corte das horas-extras deve representar uma redução de R$ 400 a R$ 500 nos salários. O resultado também pode ser sentido pela população. A redução das horas-extras reduz a quantidade de guardas atuando na cidade. Em escolas, por exemplo, os alunos estão ficando desguarnecidos nos minutos que antecedem a entrada e a saída das aulas.

Em reunião do coletivo, realizada no último dia 28, no Sismuc, os guardas demonstraram preocupação com a mudança. Eles cobram, principalmente, serem ouvidos para a elaboração de novas escalas de trabalho a partir de negociação. Uma assembleia está marcada para o dia 15 de setembro, onde será eleita uma comissão dos guardas para tratar do assunto. Uma reunião com representantes da prefeitura será solicitada pelo Sismuc.


O Sismuc defende que as horas extras sejam cortadas apenas quando os salários aumentarem de acordo com as reivindicações dos guardas. Em reuniões de negociação este ano, quando a mudanças nas escalas foi cogitada, representantes da secretaria de defesa social haviam afirmado que não haveria redução nos ganhos dos guardas. A diferença, no entanto, deve aparecer de forma mais significativa no contra-cheque do mês de setembro.