Mais uma vez, este ano, presenciei uma cena que, posso dizer, saiu dos livros de história. Mais precisamente dos tempos de ditadura: o povo sendo impedido de entrar na Câmara Municipal de Curitiba.
Neste último mês, ao chegar ao plenário da câmara fui impedida de acessar o espaço, juntamente com várias pessoas. Após muitos protestos e tentativas, conseguimos ficar do lado de fora, pois o local do público no plenário foi ocupado estrategicamente por cargos comissionados da prefeitura, identificados por um selo verde de acesso. Tivemos os nossos cartazes arrancados por um segurança. E isso não foi tudo. Tive que presenciar, perplexa, um segurança correndo pelo plenário e arrancado das mãos de dois estudantes uma bandeira da União Nacional dos Estudantes e que também pediam transparência no legislativo municipal. A indignação foi geral e os “manifestantes” presentes tentaram defender os colegas. A porta que já estava fechada para impedir nosso acesso, foi cercada por seguranças e guardas municipais convocados pela administração, mas que entenderam que seu papel era somente proteger o cidadão curitibano.







