Em decisão inédita na justiça, um miliciano foi condenado. Conforme notícia o jornal Brasil de Fato (edição 440), Jair Firmino Borracha, acusado de matar Eduardo Anghinoni – irmão de uma das principais lideranças do MST de Querência do Norte, noroeste do estado do Paraná, foi condenado a 15 anos de prisão.
O caso foi à júri no dia 27 de julho e se arrastava desde 1999. E, justamente, nesse sentido, o juiz que comandou a sessão, Daniel Ribeiro Surdi Avelar, disse que se tal julgamento tivesse ocorrido antes, outras vidas teriam sido poupadas.
O irmão da vítima, Celso Anghinoni, e demais familiares se emocionaram após a decisão do júri. No entendimento da família, a decisão é histórica, mas condena apenas um dos pistoleiros, deixando impunes os mandantes.
“A justiça se dará apenas com o fim das milícias instaladas na região”, disse Celso Anghinoni ao jornal Brasil de Fato. Ele também criticou a justiça: “Os meios que deviam ser usados para averiguar os fatos não funcionam, apenas quando é do lado dos sem-terra, para prendê-los.”
Milícias
Para o coordenador da organização Terra de Direitos, Darci Frigo, esse júri revelou que Borracha pertencia a uma milícia da União Democrática Ruralista (UDR), com integrantes permanentes e agenciadores de pistoleiros.
Movimentos sociais e organizações comemoraram, pois a condenação auxiliará para que novos crimes no campo não venham a acontecer.





