Estudo apresenta situação da mulher brasileira

A Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) acabam de produzir o primeiro Anuário das Mulheres Brasileiras (edição 2011). O documento traz informações sobre a situação da mulher brasileira em diversos aspectos. Entre eles o mercado de trabalho, relações familiares, espaços na política e a questão da violência.

Chamam atenção dados sobre a ocupação das mulheres. Das que tem emprego, 17% atuam em serviços domésticos e 29% não são remuneradas. O tempo médio gasto com afazeres domésticos na semana traz uma grande diferença entre homes e mulheres. Dos que trabalham até 14 horas por semana nesta atividade, 10,2% são homens e 30,3% são mulheres. O dado prova que as mulheres estão mais sujeitas às jornadas duplas, isto é, fora e dentro de casa.

Outro dado interesse revela que as mulheres também estão bem atrás dos homens no que diz respeito aos espaços de poder. Nos gabinetes ministeriais elas representam apenas 14,8% dos cargos, entre os anos de 2007 e 2010. A situação está um pouco melhor, comparado com o triênio 1999-2002, quando não havia nenhum cargo deste nível ocupado por mulher.


Em relação à violência assusta o fato de que 43,1% das mulheres já terem sofrido agressão física na própria casa. Enquanto que os homens correspondem a 12,3%. A questão demonstra que a violência familiar, sobretudo contra a mulher, ainda é motivo de preocupação, apesar da nova legislação e dos programas sociais voltados para o problema.