Demora da prefeitura na elaboração do PCCV frustra guardas

Categoria resolve em assembleia ainda hoje (11) se aprova ou não o indicativo de greve

 

A negociação dos guardas municipais com a prefeitura, realizada hoje (11), pela manhã, marcou a retomada dos trabalhos, mas ainda está longe do que a categoria tem reivindicado. Na mesa, representantes da secretaria de defesa social e recursos humanos apresentaram uma proposta de salário-base de R$ 1.000,00, abaixo dos R$ 1,3 mil exigido desde o movimento do ano passado. O aumento viria acompanhado de uma perda. A prefeitura pretende fixar o adicional de risco em R$ 450, ao invés de manter os 50% sobre o vencimento, e também foi cogitada a possibilidade de acabar com as horas extras e DSR’s.

Os membros da comissão de negociação dos guardas questionaram as propostas e a demora na resolução do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV). Um dos entraves é a falta de proposta da administração de tabela salarial e sobre os critérios para reenquadramento dos guardas.
“Se não tiver o norte, que é o reenquadramento, nós não vamos avançar”, afirma Josoé Juliano de Oliveira, guarda municipal e diretor do Sismuc.
Esta questão será retomada em 30 dias (11 de março), em nova reunião. O prazo solicitado pela administração seria devido a um estudo em andamento, realizado por uma empresa de consultoria e que só teria resultados do levantamento a partir de março.
Outro assunto também a ser debatido nesta próxima reunião é o planejamento das escalas de trabalho. A secretaria de defesa social, segundo informou o inspetor Odgar Nunes Cardoso, pretende fixar as escalas em jornadas de 12 por 36 horas e em 8 horas diárias. Uma proposta será apresenta na próxima mesa de negociação.
Assembleia
Após a reunião, vários guardas que se concentraram em frente ao edifício Delta receberam os informes da negociação e demonstraram insatisfação com a situação. Está sendo preparada para hoje à noite, a partir das 19 horas, no Sismuc, uma assembleia da categoria, na qual o indicativo de greve pode ser aprovado. O objetivo com a paralisação dos serviços é pressionar a administração a melhorar as propostas e acelerar a aprovação do novo plano.

 

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