Nos dias 15, 16 e 17 de julho, a direção do SISMUC esteve em Porto Alegre para participar do Seminário da Internacional do Serviço Público (ISP Brasil) que teve como tema “Crise Climática, Serviços Públicos e Trabalho Seguro” e reuniu sindicatos de todo país para discutir a prevenção e a reconstrução após catástrofes, bem como a proteção de trabalhadoras e trabalhadores em meio a estas situações.
Para Adriana Kalckmann, secretária de Políticas Sindicais e Relações de Trabalho do SISMUC, a participação no evento reforça que a crise climática, tão latente em nosso dia a dia, é um assunto que precisa ganhar ainda mais força na pauta dos sindicatos que representam os servidores públicos. “É papel do movimento sindical fazer a cobrança junto à gestão municipal para que haja de fato políticas públicas de prevenção à catástrofes, bem como a participação sindical nas propostas criadas com relação a como proceder nesses casos”, afirma Adriana, salientando que quando há ocorrências como enchentes, o serviço público, em áreas como saúde, assistência social e obras públicas, que é o carro-chefe. Por isso, é preciso também ter proteção para esses trabalhadores que atuam na linha de frente.
De acordo com o documento Avaliação de Riscos Climáticos da Cidade de Curitiba, publicado em 2020 pela própria Prefeitura, em quase todos os anos, a cidade deverá ter ao menos um episódio de chuva considerado como muito forte. Os dias consecutivos com chuva poderão causar mais deslizamentos, enquanto dias consecutivos sem chuva também serão frequentes e a cidade poderá observar longos períodos de estiagem, com reflexos sobre o abastecimento da cidade.
Isso quer dizer, que a gestão já possui um mapeamento dos riscos climáticos que o município poderá sofrer. Porém, a população ainda não enxerga as ações práticas para reverter os potenciais problemas apontados, como inundações, alagamentos, ondas de calor em determinados bairros e deslizamentos. Pelo contrário, a Prefeitura toma atitudes que vão na contramão da preservação. Este ano, removeu mais de 100 árvores da Avenida Arthur Bernardes e removeu uma parte da vegetação do Passeio Público, com o objetivo de realizar um evento no local. Ambas foram realizadas sob forte mobilização contrária da população, que mostrou preocupações.
O SISMUC retorna do Seminário realizado pela ISP ainda mais comprometido com a construção de propostas voltadas à proteção das trabalhadoras e trabalhadores em meio à realidade da crise climática que enfrentamos. Durante a conferência, houve a mesa que discutiu os riscos físicos e psicológicos para quem trabalha em um desatre climático.
Logo, concluímos que o debate ambiental não está descolado da luta por melhores condições de trabalho.







