Gestão Ducci suspendeu reembolso em maio de 2012. Cabe a nova gestão pagar dívida com os servidores.
Se de um lado a Prefeitura deve dinheiro ao Instituto Curitiba de Saúde, de outro, ela quer retirar recursos financeiros através do IPMC (Instituto de Previdência do Município de Curitiba). E o resultado dessa conta pode ser ruim para o servidor se ele não cobrar mais transparência dos gestores, segundo o Sismuc.
O Jornal do Sismuc de fevereiro publica com exclusividade o contrato número 20867 em que a Prefeitura de Curitiba e o ICS celebram acordo para que o município faça o reembolso de verbas referente à Lei 8786/1995. Ela garante que determinados medicamentos sejam custeados pela administração. Segundo o texto, assinado em 10 de dezembro de 2012, a dívida já soma R$ 6,8 milhões, pois o repasse foi interrompido pelo governo Luciano Ducci em maio de 2012. O Conselho de Administração do ICS só soube do ‘calote’ na última reunião do ano passado. Agora, o Conselho cobra mais transparência da nova gestão: “O conselho vai cobrar informações da situação financeira e que medidas serão tomadas pelo atual governo para que sejam pagos os repasses atrasados”, defende Marcos Armando Pereira, representante dos sindicatos no Conselho. O contrato não fala em juros pelo atraso.
Além de não mostrar as contas de forma clara, a ex-administração do ICS também é criticada por falta de transparência na gestão. Segundo informações, a ex-presidente do ICS, Ana Luiza Schneider, não estava encaminhando ao Conselho Administrativo os contratos e convênios com hospitais terceirizados.
Para o Sismuc, os servidores devem defender seu patrimônio fiscalizando a nova gestão: “Isso demonstra que o ICS está sem dinheiro como resultado das más-gestões e que cabe aos servidores cobrar dessa nova gestão mais transparência nos recursos. Conforme os próprios servidores votaram em dois congressos, a saída para o ICS é a entrada de mais recursos. Medidas isoladas em contrário depõe contra a saúde de todos”, alerta Marcela Bomfim, coordenadora de Comunicação. O sindicato já enviou ofício pedindo uma audiência com o prefeito e com a presidência do ICS para tratar do assunto.
IPMC quer cobrar aluguel de prédio
O ICS não paga aluguel pela utilização do atual prédio na Rua Marechal Floriano. Não pagava. A atual gestão quer cobrar mensalmente R$ 128 mil, ou R$ 1,5 milhões por ano, para que o prédio não seja desocupado. Os valores propostos estão, segundo o IPMC, de acordo com os praticados pelo mercado. No entanto, a nova gestão do ICS, tenta reduzir o valor do aluguel para não onerar ainda mais o Instituto.







