Sindicatos e movimentos sociais condenam agressões ao povo palestino e defendem a soberania desse povo na Faixa de Gaza.
Curitiba foi palco de debate sobre o futuro da Palestina. Embora a ONU (Organização das Nações Unidas) tenha reconhecido no final de 2012 o Estado Palestino, a soberania de seu povo na Faixa de Gaza ainda está longe de ser conquistada. Por isso, sindicatos e movimentos sociais discutiram a relação com Israel, o uso da força dos dois lados e a manipulação das informações por parte da mídia. Uma das propostas é aumentar o apoio para que o conflito venha a terminar e que os palestinos enfim tenham sua terra própria.
O sheik Mohamad Sadek Ebrahimi agradeceu a solidariedade dos brasileiros e disse que o empenho das autoridades internacionais não tem sido suficiente: “A causa dos tribunais (internacionais) a mais de 60 anos não surte efeito. Por isso, o sucesso da causa palestina depende de todos nós”, solicitou.
Ciente de que os brasileiros precisam de outro olhar com relação ao conflito, o vice-presidente da CUT-Paraná, Márcio Killer, defendeu que os sindicatos devem divulgar mais em seus veículos o assunto: “É necessário debater o Estado Palestino e buscar avanços como o reconhecimento da ONU. A CUT se propõe a divulgar a causa”, completa.
Para André Gattaz, palestrante da noite, um dos pontos mais importantes para equilibrar o debate é as pessoas saberem que a proporção de mortos no conflito é desigual: “Em 2008/2009 foram 1,4 mil palestinos mortos contra treze israelenses”. Além disso, é entender que os palestinos merecem ter um solo pra viver: “É um povo milenar, porém, que ainda não conseguiu se constituir enquanto Estado e é por isso que eles lutam”.







