Autoridade sanitária leva cadeirada e servidores querem reunião com Secretaria de Segurança para garantia de mais segurança e não precisar fechar unidade.
Os servidores que trabalham na Unidade de Saúde Rio Bonito estão assustados com agressões e xingamentos que tem sofrido no local. Hoje (17) dois casos ocorreram. No começo da manhã a autoridade sanitária levou uma cadeirada de um paciente. Mais tarde, enquanto os servidores apontavam as agressões e falta de condições de trabalho ao Sismuc, um enfermeiro teve o armário revirado e a carteira roubada. Segundo os servidores, os casos são quase diários, por isso querem intervenção do Distrito do Pinheirinho e da Secretaria de Saúde de Curitiba. Caso contrário deve fechar a US em protesto.
A Autoridade Sanitária levou uma cadeirada enquanto tentava apartar a briga de um marido, que acusava sua mulher de ser responsável por ele ter perdido a consulta. O homem não foi detido. Fato que angustia os servidores: “Quanto soa o alarme, ou vem a empresa privada ou Guarda demora mais no atendimento (em média 40 minutos por causa da distância do núcleo), mas para a gente não vem ninguém”, denuncia servidor que não quis ser identificado.
Pelo menos 10 registros de xingamentos, agressões ou furto são registrado no local por mês, segundo registra os próprios servidores em caderno. Como o caso do servidor Willian Machado Pimenta, que teve o armário revirado e a carteira roubada enquanto havia a reunião: “O menino disse que ia pegar medicamento, entrou na sala e foi surpreendido pela moça da limpeza que o viu mexendo no armário”, relata. Em seguida, a carteira do enfermeiro foi encontrada no lixo.
Para os servidores, a situação está insustentável. Eles querem parar as atividades até que o Distrito ou a Secretaria de Saúde ofereçam segurança e condições de trabalho. Para eles, além do tráfico de drogas nas proximidades, a falta de medicamentos como insulina faz com que a população de cerca de 30 mil habitantes desconte neles.
Por isso, o sindicato encaminhou ofício urgente e telefonou para as autoridades de saúde municipais para tentar garantir mais segurança e evitar a paralisação na US. “Mais do que proteção da Guarda, os servidores querem que a Prefeitura e Defesa Social faça um trabalho de controle social com a comunidade”, amplia Alessandra Oliveira, secretária de políticas sociais da Central Única dos Trabalhadores (CUT-PR) e membro da direção do Sismuc.
A autoridade de saúde Andréia passa bem e os BO com os ocorridos hoje foram registrados.







