Após denúncia no MPT, FAS avança na proteção respiratória

Os
trabalhadores da Fundação de Ação Social (FAS) têm se mobilizado
em conjunto com o sindicato para garantir condições adequadas de
trabalho durante a pandemia.
Foi a partir dessa luta e das
denúncias realizadas junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT)
que alguns locais garantiram máscaras cirúrgicas descartáveis para
os trabalhadores,
como as Unidades de Acolhimento Institucional
Nova Esperança e a Santo Expedito.

Máscaras
têm sido um dos itens mais essenciais no combate à pandemia. Em
2020, começamos a usar máscaras de tecido como uma medida imediata
para o controle da Covid-19, afinal de contas, era necessário que as
máscaras de uso profissional (PFF2 e cirúrgica descartável) fossem
deixadas para os trabalhadores da saúde.

Agora,
15 meses após o início da pandemia, sabemos que o uso de máscaras
que tragam uma melhor proteção é necessário para o combate ao
coronavírus. Além disso, a escassez em relação aos Equipamentos
de Proteção Individual não deveria mais existir já que a
Prefeitura teve tempo para se preparar para momentos de alta de
casos, como o que vivemos agora. Por isso, é necessário orientar
corretamente os trabalhadores que realizam atendimento direto à
população e garantir a segurança dos servidores, terceirizados e
dos usuários.

O
atendimento à população por parte da assistência social não
parou um dia sequer. Em espaços pequenos e lotados, os trabalhadores
da assistência social têm contato com um número muito grande de
pessoas diferentes diariamente. Nem todos os locais de trabalho
possuem ventilação adequada, e sem testagem massiva para a
população fica quase impossível saber se os trabalhadores tiveram
contato com alguém infectado, por exemplo.

Isso
faz com que os trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social
(SUAS) estejam sempre em risco. E por isso, além da campanha de
“Vacinação Já” é necessário garantir condições para que
estes trabalhadores não sejam infectados. Entre elas, o uso de
máscaras de proteção adequados e protocolos de higiene são
essenciais. Então qual é a desculpa da Prefeitura e da FAS
para ainda não oferecerem máscaras adequadas para estes
trabalhadores?

Os
protocolos de combate à pandemia têm sido estudados no mundo todo e
várias atualizações sobre o uso de máscaras, por exemplo, já
foram atualizados. Mas a gestão Greca insiste em não ouvir e
continua colocando em risco à vida dos trabalhadores, afinal de
contas, máscaras de tecido e álcool gel de péssima qualidade nunca
foram suficientes para o combate à pandemia. Agora, com as novas
cepas da Covid-19, a situação é ainda pior.

Por
isso, é necessário que a gestão oriente e atualize os protocolos
de combate à pandemia de acordo com as descobertas científicas.
Distribuir álcool em gel e deixar os trabalhadores com máscaras
de tecido em locais lotados é insuficiente para reduzir os riscos do
coronavírus.

De
acordo com a Universidade de São Paulo, as máscaras PFF2
(equivalente a N95) retêm em torno de 98% das partículas. Enquanto
as máscaras cirúrgicas de tripla camada e de boa qualidade podem
chegar a 89%. Em contrapartida, as máscaras de tecido, por exemplo,
retêm em média apenas 40% das partículas.

O
que queremos para todos os trabalhadores do município é a garantia
de segurança e para isso é necessário garantir máscaras
adequadas, vacinação para todos e ventilação. Por isso, exigimos:

.:
Garantia de máscaras cirúrgicas de tripla camada para todos os
trabalhadores em quantidade adequada para serem trocadas a cada 4h;

.:
Que as máscaras cirúrgicas sejam apenas um passo enquanto a
administração garante máscaras PFF2 para todos os trabalhadores;

.:
PFF2 em quantidade adequada para todos os servidores e terceirizados;

.:
Máscaras cirúrgicas de tripla camada para serem distribuídas para
os usuários;

.:
Ampliação da ventilação nos locais de trabalho e avanço nos
protocolos de higiene contratando mais trabalhadores da limpeza;

E
se no seu local de trabalho a Prefeitura ainda não distribuiu
máscaras descartáveis, avise o sindicato pelo Fala, Servidor (41)
99661-9335. Fortaleça a cobrança e denuncie o descaso da gestão
Greca.