Assembleia aprova a pauta geral de reivindicação para 2020

A Pauta Geral de Reivindicação dos servidores municipais de
Curitiba para a Campanha de Lutas 2020 foi referendada em assembleia realizada
nesta quinta-feira (20) na sede do SISMUC.

Entre as principais reivindicações está a revogação do
pacotaço, com o retorno da data-base para março, descongelamento das carreiras
e reajuste da inflação do período que não foi pago. Também será reivindicada a
revogação da lei que reduz o número de liberações sindicais, um grave ataque de
Greca à organização dos trabalhadores.

Os servidores ainda vão lutar pelo ganho real de 3,66%,
além da reposição das perdas históricas
. Só na gestão Greca, já são 5,74%
de perdas entre março de 2017 e novembro de 2019. Somando o percentual com a
perda histórica acumulada de 9,95% – entre março de 1999 e fevereiro de 2016 –
a
perda acumulada dos servidores de Curitiba chega atualmente a 16,27%.

A negociação também vai tratar de novos pisos salariais para
níveis básico, médio, técnico e superior; em defesa do Instituto de Previdência
(IPMC) e por condições de trabalho mais adequadas, com olhar para a saúde do
trabalhador.


O debate para a construção da pauta ainda continua na
próxima semana, com o fechamento da Pauta Específica no Coletivo dos
Aposentados. A pauta geral aprovada em assembleia, assim como a pauta
específica das categorias debatida nos coletivos, será entregue para a gestão
até o fim do mês. E esperamos que esta seja a última negociação com Greca,
afinal, em 2020 é VAZA, GRECA e VAZA, BANCADA DO PACOTAÇO!


Apoio aos movimentos dos trabalhadores

Na assembleia também teve informes sobre movimentos que
acontecem no próximo mês, em defesa da classe trabalhadora. O contexto atual é
de muitos ataques aos serviços públicos e aos servidores e a resposta para isso
tem que ser a organização e a mobilização dos trabalhadores.

No dia 18 de março, os servidores municipais se unem ao dia
nacional de mobilização contra o desmonte do serviço público. Além disso,
durante a assembleia também foi manifestado o apoio ao movimento dos
trabalhadores da Petrobras, que estão com a greve suspensa, mas seguem em
mobilização.


Diante de tantos ataques, é preciso organizar para resistir
e defender os serviços públicos. Além da resistência contra os desmontes do
desgoverno Greca, os trabalhadores precisam fazer frente aos ataques do governo
Bolsonaro, que busca aprovar a demissão de servidores concursados, o
congelamento de crescimentos na carreira e a redução de salários e da jornada
de trabalho. Além dessas medidas, o governo pretende enviar ao Congresso a
chamada Reforma Administrativa, que prevê o fim do direito à estabilidade, a
redução dos pisos salariais, a extinção de carreiras e a redução de postos de
trabalho.

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