O Movimento Nacional da População de Rua – Paraná (MNPR – PR) define as pautas do ato da próxima sexta-feira(18), que vai acontecer das 9 às 14h, na Praça Rui Barbosa, em Curitiba. A luta por moradia digna, a criação de políticas públicas nas áreas de segurança, assistência social e direitos humanos são algumas das principais bandeiras.
Segundo o coordenador estadual do MNPR – PR, Carlos Humberto dos Santos, conhecido como Pulga, este ano o acontece na sexta-feira para chamar a atenção da população, já que o dia 19 de agosto – Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua – será no sábado. “É uma data de protesto; é um dia de denúncia, pois lembra o massacre na Praça de Sé, ocorrido em 2004 no centro de São Paulo, quando 15 pessoas foram violentamente atacadas enquanto dormiam nas ruas. Nosso ato reforça o pedido a toda a sociedade para que isso não se repita”, relembra e convoca Santos.
A coordenadora de Movimentos sociais do Sismuc, Casturina Berquo, acompanha várias lutas do MN-PR e ressalta que o ato do dia 18 é pela moradia digna e contra a intolerância. “A situação política atual expõe a violência do estado, exclui a população mais pobre e esta acaba indo para as ruas dos grandes centros urbanos”, pontua Casturina.
Militante da luta pela moradia digna, Renato Stroparo afirmou que além da violência, a população em situação de rua tem de conviver com a desumanidade. “Todas as pessoas estão correndo o risco e a caminho de serem moradores de rua. Muitos não estão conseguindo pagar as suas contas, como é minha situação, e cada um que ficar com dificuldade financeira vai para as ruas e vai ser perseguido pelo Estado. A violência infelizmente já está banaliza; ninguém se comove, mas nós não podemos perder a nossa humanidade”, desabafa
Políticas públicas em Curitiba
Os representantes do movimento pela moradia digna também denunciam a política higienista de Rafael Greca. O prefeito fechou o guarda-volumes da praça Osório, local onde os moradores de rua guardavam seus pertences; precarizou o Atendimento Social Avançado (ASA), que é vinculado à Fundação de Ação Social de Curitiba(FAS) e tornou ineficiente o Condomínio Social, que objetiva acolher acolher e recuperar a pessoa em situação de rua. Além disso, relatam que a FAS e Guarda Municipal oprimem os moradores de rua ao invés de fazer o papel social de atenção a esses cidadãos.
“O município não avança na política habitacional e a população em situação de rua só aumenta. O governo municipal é violento, mas acha que agindo assim não viola as leis. Pensa que está acima da lei. Temos que lutar por moradias dignas, políticas públicas e para que as pessoas não sejam mortas pela violência”, finalizou o militante Narley Anderson Maia. Stroparo, também conhecido como Gury, completou: “Amanhã pode ser um filho, um irmão deles. Qualquer um pode parar na rua”, alerta.


